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A Editora Beta S.A. era proprietária de um edifício cujo valor contábil, em 30/06/x1, era de R$ 200 milhões, e que abrigava seu parque gráfico. Nessa data, a Editora Beta S.A. vendeu esse edifício ao Banco Gama S.A., pelo preço de R$ 250 milhões. Ainda em 30/06/x1, o Banco Gama S.A. arrendou o edifício à Editora Beta S.A. por um prazo de 10 anos, em troca de parcelas mensais de R$ 3,5 milhões cada, que, descontadas pela taxa considerada apropriada ao risco dessa transação, totalizavam um valor presente de R$ 245 milhões. A vida útil do prédio, nessa data, era estimada em 20 anos, e seu valor residual, em R$ 10 milhões. Ao final do prazo do arrendamento, a Editora Beta S.A. terá a opção de readquirir o edifício pelo preço de R$ 5 milhões. Devido às adaptações do prédio ao parque gráfico da Editora Beta S.A., seriam necessárias grandes modificações para que ele pudesse ser utilizado por outros arrendatários.
Dadas as características dessas transações, nas demonstrações financeiras da Editora Beta S.A., a diferença de R$ 50 milhões entre o preço de venda e o valor contábil do edifício vendido deverá ser:
diferida e amortizada durante o prazo do arrendamento mercantil;
diferida e amortizada durante o período pelo qual se espera que o edifício seja usado;
diferida e amortizada durante a vida útil do edifício;
reconhecida imediatamente como receita;
reconhecida como receita ao final do prazo do arrendamento mercantil.