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Leia a informação a seguir.
A valoração ambiental propõe valores econômicos para recursos naturais, simulando um mercado hipotético para estes bens, mas sem estabelecer um preço definido. Segundo Pearce (1993), trata-se de mensurar as preferências dos indivíduos sobre as alterações em seu ambiente e não de transformar um bem ambiental em um produto de mercado.
PEARCE, D. W. Economic values and the natural world. Massachusetts: The MIT Press, USA, 1993.
No que diz respeito à valoração ambiental, assinale a alternativa INCORRETA:
Em um processo de valoração ambiental, deve ser considerado o quanto um indivíduo está disposto a pagar pela melhoria de um determinado recurso ambiental e o quanto está disposto a aceitar uma piora na oferta deste mesmo recurso.
O Valor econômico total do recurso natural compreende o somatório do valor de uso e do valor de não-uso, sendo que o valor de uso (VU) pode ser direto ou indireto, referindo-se, por exemplo, à extração de um recurso e ao usufruto de serviços ecossistêmicos, respectivamente.
Os métodos de valoração ambiental fundamentam-se em valores de uso e podem ser sensíveis à renda, mas não incluem questões morais, culturais e éticas relativas à existência de um determinado recurso ambiental, pois são ideias difíceis de serem alocadas em uma fórmula matemática.
Métodos Indiretos de Valoração estimam o valor de um bem ambiental, por meio de uma função de produção, calculando o impacto de uma alteração do recurso ambiental na atividade econômica.
Não é possível medir o valor de um recurso ambiental com precisão, cada método de valoração tem suas limitações e nem sempre a valoração deve ser aplicada, devido à dificuldade de quantificação de benefícios gerados, sendo possível ainda que a valoração ambiental reforce desigualdades já existentes.