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Um Fiscal Ambiental, durante uma inspeção de rotina em um...

Um Fiscal Ambiental, durante uma inspeção de rotina em um terminal portuário de movimentação de combustíveis, constata as seguintes irregularidades:


  1. O Plano de Emergência Individual (PEI) do empreendimento está desatualizado e não abrange todos os cenários de risco de vazamento de óleo, conforme exigido.
  2. Há lançamento de efluentes oleosos não tratados diretamente no corpo d'água adjacente, caracterizado por uma mancha visível e odor forte, proveniente da área de pátio e lavagem de veículos, cujo sistema de tratamento está inoperante. O empreendimento possui licença de operação válida, mas as condições de operação não estão sendo integralmente cumpridas.


Com base na Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) e na Lei Federal nº 9.966/2000 (Lei do Óleo), assinale a alternativa correta sobre as implicações e responsabilidades decorrentes dessas constatações.


A

A desatualização do PEI e o lançamento de efluentes oleosos configuram apenas infrações administrativas, passíveis de multa, pois a existência de licença de operação válida isenta o empreendimento de responsabilização penal.


B

O lançamento de efluentes oleosos no corpo d'água, mesmo que em pequena quantidade, configura crime de poluição, conforme a Lei Federal nº 9.605/1998, e a desatualização do PEI é uma infração administrativa grave, sendo que ambas as condutas podem gerar responsabilidade penal e administrativa para a pessoa jurídica e seus dirigentes.


C

A Lei Federal nº 9.966/2000 estabelece que o PEI é obrigatório apenas para navios-tanque, não se aplicando a terminais portuários, o que desobriga o empreendimento de manter um PEI atualizado.


D

A responsabilidade pela poluição por óleo recai exclusivamente sobre a empresa terceirizada que realiza a movimentação dos combustíveis, desde que o terminal portuário comprove que a falha operacional foi de responsabilidade da contratada, eximindo o proprietário do terminal de qualquer sanção.


E

A constatação de lançamento de efluentes oleosos exige apenas a notificação do empreendimento para regularização em prazo determinado, sem aplicação imediata de sanções, desde que o volume lançado seja inferior aos limites estabelecidos na licença de operação.