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Durante uma rotina de fiscalização ambiental, verificou-se que um efluente industrial lançado em um rio adjacente à indústria, enquadrado como classe 2, apresentava temperatura acima do limite estabelecido pela Resolução CONAMA 430/2011.
Considerando os potenciais efeitos ambientais e sanitários decorrentes da alteração térmica deste corpo receptor, a situação que melhor descreve uma consequência provável e consistente com esse cenário é
a redução da solubilidade do oxigênio provocada pela temperatura alta da água favorece processos anaeróbios, intensifica a decomposição da matéria orgânica e pode facilitar a proliferação de microrganismos oportunistas, aumentando riscos sanitários inclusive quando o corpo d’água é usado para abastecimento, após tratamento convencional.
altas temperaturas tendem a inativar a maior parte dos microrganismos patogênicos presentes no corpo hídrico, tornando mais seguro o uso recreativo de contato secundário, típico de corpos classe 2, além de diminuir a probabilidade de doenças de veiculação hídrica.
o aumento térmico reduz a atividade microbiana e, consequentemente, a DBO, o que melhora as condições da água para usos como abastecimento público e recreação de contato primário.
o aquecimento localizado pode acelerar reações químicas que reduzem compostos nitrogenados, diminuindo a disponibilidade de nutrientes na água e, portanto, diminuindo o potencial de eutrofização e de efeitos adversos em usos como contato primário e abastecimento para consumo humano.
como os corpos hídricos classe 2 não são destinados ao abastecimento para consumo humano o cenário não reflete danos associados à saúde humana, mas sim à saúde das comunidades aquáticas existentes.