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Em uma grande metrópole brasileira, a prefeitura implantou um corredor verde com espécies arbóreas de alta emissão de compostos orgânicos voláteis biogênicos (BVOCs), como isopreno e monoterpenos. Embora o objetivo fosse reduzir as ilhas de calor existentes e melhorar o conforto urbano, medições subsequentes detectaram elevação das concentrações de ozônio na baixa troposfera, sobretudo em dias ensolarados e com tráfego intenso.
Considerando que a prevenção da poluição atmosférica exige compreender os diferentes papéis do ozônio nas camadas da atmosfera, é correto afirmar que
o aumento de ozônio troposférico contribui para melhorar a qualidade do ar, já que ele atua como filtrante de radiação ultravioleta da mesma forma que na estratosfera.
o ozônio formado por BVOCs em florestas urbanas é ambientalmente irrelevante, pois espécies biogênicas não participam de mecanismos fotoquímicos.
o ozônio na estratosfera é considerado poluente primário e sua destruição acidental está associada à emissão de NOx e compostos orgânicos voláteis.
embora benéfico na estratosfera por bloquear radiação UV, o ozônio troposférico é um poluente secundário e gás de efeito estufa, podendo aumentar em áreas urbanas com emissões simultâneas de BVOCs e NOx.
a formação de ozônio em áreas urbanas depende exclusivamente de fontes antrópicas de BVOCs, sendo negligenciada a contribuição das emissões naturais de isopreno por vegetação densa.