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A Lei de Crimes Ambientais estabelece diferentes gradações de responsabilização penal para condutas relacionadas à poluição, variando conforme o risco ou dano produzido ao meio ambiente e à saúde humana. De acordo com as hipóteses típicas previstas na legislação, assinale a alternativa que descreve corretamente uma situação que resulta em forma qualificada do crime de poluição.
A ausência de providências preventivas em situações que possam gerar degradação ambiental significativa não altera a responsabilização, uma vez que a lei exige necessariamente dano concreto para aplicação de pena mais severa.
A poluição atmosférica que cause danos diretos à saúde de comunidades expostas ou implique a necessidade de evacuação de moradores é punida apenas com detenção, pois a lei reserva penas mais altas exclusivamente aos danos irreversíveis aos ecossistemas.
Quando a poluição provocada impede a permanência humana em determinada área, inviabiliza o acesso público a espaços naturais ou compromete seu uso regular, configura-se hipótese de maior gravidade, sujeita a pena mais elevada do que a prevista para a forma simples.
O lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos em desacordo com normas regulamentares, se não causar efeitos imediatos perceptíveis, é tratado como infração de menor potencial ofensivo, não ensejando responsabilização penal mais rígida.