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Analise a seguinte situação hipotética: a Câmara de Vereadores de um dos municípios do Estado de Santa Catarina ajuizou “ação ordinária inibitória” com pedido de tutela antecipada contra a Fazenda Nacional e o INSS, objetivando afastar a incidência da contribuição previdenciária sobre os vencimentos pagos aos Vereadores que a compõe. Considerando a situação hipotética descrita, assinale a alternativa correta:
Como toda pessoa que se acha no exercício dos seus direitos tem capacidade para estar em juízo, a Câmara de Vereadores, por possuir personalidade jurídica, pode demandar perante o Poder Judiciário para defender os seus direitos institucionais.
O processo deverá ser extinto sem resolução do mérito pela impossibilidade jurídica do pedido, já que a Câmara de Vereadores não poderia figurar no polo ativo da ação descrita.
A Câmara de Vereadores não possui personalidade jurídica, mas somente personalidade judiciária, de modo que somente pode demandar em juízo para defender os seus direitos institucionais. Na situação hipotética, o processo deve ser extinto por ilegitimidade ativa.
Trata-se de um exemplo de legitimação extraordinária, em que a Câmara de Vereadores atua em nome próprio na defesa de direitos alheios, ainda que não inseridos especificamente nos seus direitos institucionais. Assim, no caso, a legitimação individual dos Vereadores não exclui a legitimação extraordinária do órgão legislativo.
A Câmara de Vereadores possui, na situação hipotética descrita, legitimação ordinária, pois eventual procedência dos seus pedidos pode gerar consequências diretas em seu funcionamento.