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O percurso histórico de formação do Sistema Único de Saúde no Brasil apresentou dois ciclos de organização: um primeiro que veio com a emergência do processo de redemocratização e com a necessidade de descentralização dos equipamentos, serviços e políticas; um segundo, mais recente, objetiva a intensificação de redes regionais de assistência. Diante desse debate, Louvison (2019, p. 1) afirma que: “A aposta na radicalidade democrática do SUS coloca no processo de descentralização uma responsabilidade que esbarra na escala e nos fluxos territoriais que garantam acesso a todos. A oferta tecnológica ainda é muito concentrada em municípios-polo e a centralidade no cidadão e no território está muito distante de um movimento equilibrado entre oferta e demanda.”
Com base no debate proposto, assinale a alternativa correta quanto aos desafios apresentados à regionalização do Sistema Único de Saúde.
Uma facilidade presente para o processo de regionalização do Sistema Único de Saúde no Brasil é a capacidade política de respostas dos governos diante das demandas neoliberais, que priorizam as necessidades da população e do território.
Nesses últimos dez anos, a regionalização do Sistema Único de Saúde no Brasil permitiu a construção de uma rede efetiva e integrada de serviços que dialoga com as necessidades locais. Isso se deve a uma regulação que garante a distribuição equânime dos recursos e serviços.
No contexto brasileiro atual, há um novo perfil epidemiológico que tem na longevidade um emergente desafio para a regionalização e organização dos serviços. Tal perfil epidemiológico exige um investimento maior nos hospitais, como serviços de maior resposta frente aos equipamentos da atenção primária.
Um dos maiores problemas enfrentados para a regionalização do Sistema Único de Saúde no Brasil é a concentração de recursos nos municípios e poucos recursos disponíveis à federação, o que aumenta a lógica equitativa de distribuição de recursos, mas incapacita a resposta dos governos diante das demandas locais.
A regionalização do Sistema Único de Saúde no Brasil é organizada, ainda, de forma muito pontual; há falta de um planejamento territorial que vise às realidades regionais com base em uma rede de atenção integrada. O que se tem no país como resposta à regionalização ainda é a implantação de equipamentos específicos e serviços especializados.