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Gomes (2018), ao ressaltar os desafios postos ao campo da reforma psiquiátrica e da luta antimanicomial no Brasil, indica que para enfrentá-los é necessário
a manutenção de uma postura voluntarista, característica importante do processo de Reforma Psiquiátrica brasileiro entre os anos de 1980 e 1990.
a organização dos trabalhadores em saúde mental, familiares e usuários a fim de garantir mudanças no arcabouço jurídico-legal sobre saúde mental e drogas construído até 2015, uma vez que ele não é adequado aos princípios da Reforma Psiquiátrica no país.
o reconhecimento das questões de classe, gênero e étnico-raciais que marcam a nossa formação sócio-histórica e como elas se apresentam na realidade da sociedade brasileira e no debate teórico-político do campo da saúde mental.
o fortalecimento de projetos privados e/ou filantrópicos alternativos à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que possam funcionar em complementariedade a ela, respondendo às suas lacunas.