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O Planejamento Regional Integrado (PRI) constitui instrumento estratégico para efetivação da regionalização solidária e cooperativa no SUS. Considerando um cenário em que gestores de uma macrorregião de saúde no litoral catarinense identificam sobreposição de serviços de alta complexidade em alguns municípios e vazios assistenciais em outros, o processo de PRI deve necessariamente:
Estabelecer protocolos clínicos regionais uniformizados que eliminem especificidades locais em favor de diretrizes técnicas padronizadas nacionalmente entre todos os municípios.
Desenvolver indicadores de desempenho exclusivamente quantitativos que orientem a distribuição de recursos baseada apenas em critérios populacionais.
Priorizar investimentos exclusivamente em tecnologias de alta densidade nos municípios-polo, centralizando todo atendimento especializado e eliminando serviços locais.
Coordenar a gestão macrorregional através de consórcio intermunicipal com autonomia administrativa total para redistribuição compulsória de recursos entre municípios.
Mapear capacidades instaladas, identificar necessidades regionais não atendidas, definir responsabilidades sanitárias compartilhadas, estabelecer fluxos de referência e contrarreferência, e orientar investimentos para equidade regional.