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A escuta compreende uma prática clínica e analítica que ultrapassa o acolhimento e a captação da demanda. Ela compõe o processo de construção do cuidado e permite que os profissionais acessem os sentidos atribuídos pelos sujeitos à sua experiência de adoecimento (Schraiber; Nemes; Mendes-Gonçalves, 2000). Com base nessa concepção, escutar as pessoas usuárias no cuidado em saúde significa
analisar os enunciados dos usuários conforme os agravos mais frequentes, otimizando os encaminhamentos internos da equipe.
compreender a demanda como problemas assistenciais, orientando sua priorização com base na organização local do serviço.
considerar os relatos trazidos como enunciados clínicos a serem compreendidos a partir de tecnologias leve-duras disponíveis.
implementar a escuta como dispositivo de análise e interlocução que possibilite a negociação de sentidos e a produção compartilhada do cuidado.
utilizar estratégias comunicacionais que favoreçam o vínculo entre usuário e equipe, apoiando a condução terapêutica no interior dos serviços.