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Nunes (1994) propõe compreender a Saúde Coletiva como um campo de saber e práticas que articula dimensões políticas, epistemológicas e institucionais. Diferenciando-se da Medicina Preventiva e da Medicina Social, a Saúde Coletiva afirma-se como prática teórica, corrente de pensamento e movimento social, com base em uma crítica histórica às limitações da formação médica e à estrutura do sistema de saúde. Considerando essa formulação, qual proposição expressa com maior coerência os fundamentos que constituem a Saúde Coletiva enquanto campo autônomo e crítico?
A conceituação de Saúde Coletiva tem sido associada a práticas assistenciais voltadas ao cuidado coletivo, reforçando a dimensão organizacional dos serviços como principal estratégia de resposta aos problemas de saúde da população.
A conformação da Saúde Coletiva como campo crítico resulta da articulação entre produção de conhecimento, análise das práticas sanitárias e engajamento político, sendo marcada por tensões com o modelo biomédico e pela valorização do coletivo como categoria analítica.
A consolidação da Saúde Coletiva articula práticas institucionais e produção científica voltadas à gestão da atenção à saúde das coletividades, com ênfase em abordagens epidemiológicas e na organização racional dos serviços.
A institucionalização da Saúde Coletiva representa o amadurecimento das estratégias técnico-operacionais da saúde pública tradicional, voltadas à racionalização da assistência e à expansão da cobertura básica.
A Saúde Coletiva atualiza a tradição da medicina social ao concentrar-se na prevenção do adoecimento e no planejamento da atenção à saúde por parte do Estado, fundamentando-se em indicadores epidemiológicos das condições de vida da população.