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Durante a Era Vargas (1930-1945), a saúde no Brasil caracterizou-se por uma dualidade organizacional: de um lado, a Saúde Pública, voltada para o sanitarismo e controle de endemias; do outro, a Medicina Previdenciária, voltada para a assistência médica individual. Analisando a evolução histórica das políticas de saúde nesse período, assinale a alternativa correta sobre a lógica de acesso predominante.
A dicotomia entre saúde pública e previdência social foi superada já na década de 1930 com a criação do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), que unificou todos os serviços de saúde em um sistema único e universal.
O sistema previdenciário operava sob a lógica do seguro social e da cidadania regulada, onde o acesso à assistência médica curativa era restrito aos trabalhadores formais urbanos e seus dependentes, financiados por contribuições, excluindo a massa de trabalhadores informais e rurais.
O Ministério da Educação e Saúde Pública garantia assistência médica integral, universal e gratuita a toda a população brasileira, independentemente de vínculo empregatício, antecipando os princípios que seriam consolidados no Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988.
Os Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs) eram financiados exclusivamente pelo Estado e tinham como objetivo principal a erradicação de endemias rurais, como a febre amarela e a malária, deixando a assistência hospitalar a cargo das Santas Casas de Misericórdia.


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