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Um médico de família atua em uma comunidade periférica onde, apesar da cobertura vacinal adequada, observa-se uma alta incidência de doenças respiratórias crônicas e infecções gastrointestinais recorrentes em crianças, correlacionadas à precariedade habitacional e falta de saneamento. Ao analisar esse cenário sob a ótica do modelo de Dahlgren e Whitehead, a intervenção médica restrita ao consultório mostra-se insuficiente para alterar o quadro epidemiológico. Considerando a determinação social do processo saúde-doença, assinale a alternativa correta sobre a atuação necessária.
O foco deve permanecer na assistência médica curativa de alta tecnologia, pois os determinantes distais, como fatores macroeconômicos e ambientais, não exercem influência direta sobre a fisiopatologia das doenças infecciosas na infância.
A prioridade deve ser a educação em saúde focada exclusivamente na mudança de comportamento individual e estilo de vida, visto que as escolhas pessoais são os determinantes proximais com maior impacto na carga global de doenças.
A atuação deve se limitar aos fatores biológicos e genéticos da população, uma vez que a determinação social da saúde é um conceito teórico sociológico sem aplicabilidade prática na redução da morbimortalidade clínica.
As intervenções devem transcender o setor saúde e atuar sobre os determinantes intermediários e estruturais, reconhecendo que as iniquidades em saúde são produzidas socialmente e exigem políticas públicas intersetoriais para modificar as condições de vida e trabalho.


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