Sobre a visita domiciliar pode-se afirmar:
A prática de prestar assistência nos domicílios, nos lares, nos locais de vivência e trabalho das pessoas não favorece uma aproximação da realidade, ao contrário, invade a privacidade dessa complexa e dinâmica relação familiar, possibilita, portanto, uma reflexão e revisão da própria atitude dos profissionais na busca de transformações do cuidado.
Conhecer as condições de moradia, de trabalho, os hábitos, as crenças, os costumes, os valores, bem como descobrir o que as pessoas já sabem sobre como devem cuidar melhor da sua saúde.
As visitas são as atividades mais realizadas pelas equipes e, compreendem uma possibilidade de incorporação das tecnologias leves no cuidado. Nesse sentido, a visita não pode ser um mecanismo de criação de vínculo com a população.
As visitas identificam as famílias que precisam de um acompanhamento mais próximo e servem portanto, apenas como medida para orientar a população a usar corretamente os medicamentos.
A visita domiciliar diz respeito a um conjunto de ações de saúde voltadas para o atendimento tanto educativo como assistência. Realizada no âmbito domiciliar, proporciona uma dinâmica aos programas de atenção à saúde. A visita domiciliar constitui uma atividade utilizada com intuito de subsidiar a intervenção no processo de saúde – doença de indivíduos e no planejamento de ações visando à promoção da saúde da coletividade.