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O campo da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS contempla sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos, que envolvem abordagens que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras.
Sobre a PNPIC, assinale a alternativa incorreta.
Se destacam a visão ampliada do processo saúde-doença e a promoção global do cuidado humano, especialmente do autocuidado.
Há ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.
As ações desenvolvidas, pelo seu cunho complementar e integrativo a outras ações, não necessitam de uma avaliação da segurança, da eficácia e da qualidade.
Experiências exitosas, resultantes da PNPIC, destacam aquelas no âmbito da medicina tradicional chinesa / acupuntura, da homeopatia, da fitoterapia, da medicina antroposófica e do termalismo / crenoterapia.
Segundo o Ministério da Saúde (2015), o campo da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares contempla os sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos, denominados pela OMS de Medicina Tradicional e Complementar/Alternativa. Tais sistemas e recursos envolvem abordagens e mecanismos naturais de prevenção, agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras. A escuta acolhedora, o desenvolvimento do vínculo terapêutico e a integração do ser humano com a sociedade pressupõe
uma expectativa de vida ampliada e uma efetiva relação assimétrica de poder entre médicos e pacientes.
uma visão ampliada do processo saúde-doença e a promoção global do cuidado humano, especialmente do autocuidado.
a valorização da medicina convencional para solução de determinadas doenças e dos efeitos colaterais decorrentes de medicamentos e cirurgias.
a redução das ações do sistema de saúde pública com estratégias para a simplificação do conceito de morbimortalidade da população brasileira.
Considerando as práticas integrativas e complementares, pode-se afirmar que são ações estratégicas possíveis de serem realizadas pelo Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), EXCETO a realização de:
tratamento de usuários tabagistas adaptáveis ao tratamento convencional alopático.
práticas de medicina antroposófica.
atividades de práticas corporais chinesas.
atividades em grupo na abordagem da terapia comunitária.
As Práticas Integrativas e Complementares têm sido inseridas e estimuladas no Sistema Único de Saúde através de Política Nacional.
De acordo com esta política, é correto afirmar, no âmbito do Sistema Único de Sáude:
O campo da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) contempla sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos, os quais são também denominados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de medicina tradicional e complementar/alternativa. É INCORRETO afirmar:
A partir da década de 1980, alguns estados e municípios brasileiros começaram a oferecer o atendimento homeopático como especialidade médica aos usuários dos serviços públicos de saúde, porém como iniciativas isoladas e, às vezes, descontinuadas, por falta de uma política nacional;
Os sistemas médicos e recursos terapêuticos envolvem abordagens que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade;
No final da década de 1970, a Organização Mundial da Saúde criou o Programa de Medicina Tradicional, objetivando a formulação de políticas na área;
A construção da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) iniciou-se a partir do atendimento das diretrizes e recomendações de várias conferências nacionais de saúde e das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS);
No Brasil, a legitimação e a institucionalização dessas abordagens de atenção à saúde se iniciaram a partir dos anos 2000, principalmente, após a criação do SUS.
De acordo com as definições abordadas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde, NÃO é um medicamento fitoterápico ou fármaco fitoterápico:
a pomada de arnica (Arnica Montana).
o comprimido de ginseng (Panaxginseng).
a cápsula composta de Ginkgo biloba e de hesperidina.
o creme à base de tintura de calêndula (Calendula officinalis).
a cápsula com extrato de sene (Cassia angustifolia).
Com relação à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) A medicina antroposófica é uma prática integrante da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares que utiliza medicamentos baseados na homeopatia e na fitoterapia.
( ) A acupuntura pode ser praticada de forma integrada com as atividades da Estratégia Saúde da Família.
( ) A atenção homeopática pode ser inserida na atenção especializada.
( ) É vedada a disponibilidade de plantas medicinais e fitoterápicos em unidade de alta complexidade.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
F – F – V – V.
V – V – V – F.
V – V – F – V.
V – F – F – V.
F – V – V – F.
A prática educativa em saúde deve contemplar fundamentalmente:
as atividades formais de ensino.
o cultivo de hábitos e comportamentos saudáveis.
uma relação dialógica pautada na horizontalidade.
o planejamento rigoroso de métodos e conteúdos.
a utilização de metodologia específica.
São objetivos da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), EXCETO:
Incorporar e implementar as Práticas Integrativas e Complementares no SUS, na perspectiva da prevenção de agravos e da promoção e recuperação da saúde, com ênfase na atenção básica, voltada para o cuidado continuado, humanizado e integral em saúde.
Contribuir para o aumento da resolubilidade do Sistema e ampliação do acesso às Práticas Integrativas e Complementares, garantindo qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso.
Promover a racionalização das ações de saúde, estimulando alternativas inovadoras e socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável de comunidades.
Divulgação e informação dos conhecimentos básicos da PNPIC para profissionais de saúde, gestores e usuários do SUS, considerando as metodologias participativas e o saber popular e tradicional.
Estimular as ações referentes ao controle/participação social, promovendo o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores, nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de saúde.
Sobre a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, assinale a INCORRETA:
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, aprovada em 2001, veio a atender à demanda da Organização Mundial da Saúde e da população brasileira, assim como à necessidade de normatização e harmonização dessas práticas na rede pública de saúde.
A aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS desencadeou o desenvolvimento de políticas, programas, ações e projetos em todas as instâncias governamentais, pela institucionalização dessas práticas no SUS.
Essa política traz diretrizes e ações para inserção de serviços e produtos relacionados à medicina tradicional chinesa/acupuntura, homeopatia e plantas medicinais e fitoterapia, assim como para observatórios de saúde do termalismo social e da medicina antroposófica.
Esta política contempla responsabilidades dos entes federais, estaduais e municipais.
Assim como preconizado pela OMS, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, formulada por grupos de trabalho representativos, subsidiados por documentos e normas nacionais e internacionais, além das recomendações das conferências de saúde, passou por amplo debate da sociedade, por meio de fóruns e consultas.
Sobre a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS em relação às plantas medicinais e fitoterapia, considere as seguintes diretrizes:
1. Elaboração da Relação Nacional de Plantas Medicinais e da Relação Nacional de Fitoterápicos.
2. Provimento de acesso a plantas medicinais e fitoterápicos aos usuários do SUS.
3. Formação e educação permanente da população usuária do SUS em plantas medicinais e fitoterapia.
4. Fortalecimento e ampliação da participação popular e do controle social.
São diretrizes da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS:
2 e 3 apenas.
3 e 4 apenas.
1, 2 e 3 apenas.
1, 2 e 4 apenas.
1, 2, 3 e 4.
O Ministério da Saúde aprovou, por meio da Portaria GM n° 971, de 3 de maio de 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares − PNPIC no Sistema Único de Saúde, que contempla as diretrizes e ações para inserção de serviços e produtos relacionados, dentre outros, a
comercialização de plantas medicinais.
acupuntura e medicina tecnicista.
medicina antropométrica.
práticas de crioterapia.
homeopatia e plantas medicinais e fitoterapia.
Com base nas considerações de Walcymar Leonel Estrêla e Roseni Pinheiro no texto “Avaliando a gestão do cuidado, respeitando suas peculiaridades: o caso da homeopatia no serviço público de saúde”, publicado no livro Gestão em redes: práticas de avaliação, formação e participação na saúde (PINHEIRO & MATTOS, 2006), no contexto das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, pode-se afirmar que a homeopatia:
I. É um sistema médico complexo, tendo como base doutrinária o pensamento vitalista, em que saúde e doença são consideradas um fenômeno social total.
II. Considera importante, na realização de uma anamnese, a capacidade do médico homeopata registrar a narrativa do paciente da forma mais fidedigna possível, usando as palavras do paciente, evitando interpretações, sínteses, reduções.
III. Considera a sintomatologia apresentada como sintoma da vida social do doente, o que implica em considerações complexas entre a natureza e a sociedade, entre os modos como se relacionam instituições como família, trabalho, lazer, religião, meio ambiente, dentre outras.
IV. Faz-se presente em diversas modalidades de atendimento no Sistema Único de Saúde, desde aquele realizado por equipe multidisciplinar, com fornecimento do medicamento manipulado exclusivamente para cada paciente, com programa de educação em saúde, até o que se restringe somente à consulta médica homeopática.
V. Consiste em uma prática terapêutica com abordagem centrada no usuário.
Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:
Apenas as afirmativas I, II, III e V.
As afirmativas I, II, III, IV e V.
Apenas as afirmativas II, III e IV.
Apenas as afirmativas II e III.
Apenas as afirmativas I e II.
Boas Práticas de Laboratório (BPL) é o conjunto de normas que dizem respeito à organização e às condições sob as quais estudos em laboratórios e/ou campo são planejados, realizados, monitorados, registrados e relatados. Com relação à BPL, a amostra:
São atividades experimentais externas que envolvem parcelas de solo, estufas, lagos, em apoio às atividades laboratoriais.
É o documento que define o objetivo do estudo e a maneira de sua condução, ou seja, o desenho científico do estudo.
É qualquer material encaminhado para exame, análise ou armazenamento como a amostra do sistema-teste, amostra de substância-teste e amostra de substância de referência.
É o conjunto de instalações, equipamentos e pessoal necessários para conduzir os estudos.
Sobre o desenvolvimento da fitoterapia, assinale a opção INCORRETA:
A terapia com medicamentos de espécies vegetais é relatada em sistemas de medicinas milenares em todo o mundo, por exemplo, na medicina chinesa, tibetana ou indiana-ayurvédica.
No Sistema Único de Saúde (SUS), as ações/programas com plantas medicinais e fitoterapia, distribuídos em todas as regiões do País, ocorrem de maneira diferenciada, com relação aos produtos e serviços oferecidos e, principalmente, às espécies de plantas medicinais disponibilizadas, em virtude dos diferentes biomas.
O termo fitoterapia foi dado à terapêutica que utiliza os medicamentos cujos constituintes ativos são plantas ou derivados vegetais, e que têm a sua origem no conhecimento e no uso popular.
A magnitude da biodiversidade brasileira, conjunto de todos os seres vivos com a sua variabilidade genética integral, é conhecida com precisão tal à sua complexidade.
Na história do Brasil, há registros de que os primeiros médicos portugueses que vieram para cá, diante da escassez na colônia de remédios empregados na Europa, foram obrigados a perceber a importância dos remédios de origem vegetal utilizados pelos povos indígenas.
É um objetivo da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares:
inserir unidades fabris de produção e desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e ortomoleculares em nível municipal e estadual.
viabilizar o acesso a medicamentos homeopáticos e fitoterápicos pelos usuários do Serviço Único de Saúde.
fiscalizar a produção e a dispensação de medicamentos homeopáticos e ortomoleculares nos municípios.
estabelecer um padrão de homogeneidade entre as formas farmacêuticas prescritas nas unidades de saúde.
assegurar presença do farmacêutico na dispensação de componentes das práticas integrativas de acordo com regulamentação sanitária de cada estado.