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A auditoria é um instrumento de gestão para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para a alocação e utilização adequada dos recursos, a garantia do acesso e a qualidade da atenção à saúde oferecida aos cidadãos. Em que contexto histórico se reconhece o cargo de médico-auditor?
As atividades de auditoria, antes de 1976, com base no então Instituto Nacional de Previdência Social – INPS, já eram realizadas por médicos-auditores por meio de apurações em prontuários de pacientes e em contas hospitalares. À época, não havia auditorias diretas em hospitais.
A partir de 1976, as chamadas contas hospitalares transformaram-se em Guia de Internação Hospitalar – GIH. As atividades de auditoria ficam estabelecidas como Controle Formal e Técnico, surgindo, a partir daí, o cargo de médico-auditor.
Em 1978, é criada a Secretaria de Assistência Médica subordinada ao Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social – INAMPS. Vê-se a necessidade de aperfeiçoar a Guia de Internação Hospitalar – GIH. É criado, então, o cargo de médico-auditor.
Em 1983, a Autorização de Internação Hospitalar – AIH, vem substituir a GIH no Sistema de Assistência Médica da Previdência Social – SAMPS. É nesse ano que se reconhece o cargo de médico-auditor e a auditoria passa a ser feita nos próprios hospitais.
A Lei n.º 8.080, de 19 de setembro de 1990, ao prever a criação do Sistema Nacional de Auditoria, cria o cargo de médico-auditor, função anteriormente realizadas por supervisores.