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As cidades são organismos em constante transformação e essa é uma característica intrínseca delas, posto que elas são o resultado de diferentes temporalidades e diferentes práticas sociais. Mesmo aqueles trechos urbanos ou as chamadas cidades “históricas” na verdade não permaneceram imutáveis e estão sujeitas a pressões transformadoras que, em maior ou menor grau, acabam por se fazer representar nos seus tecidos urbanos. O que fazem as legislações urbanísticas para essas áreas é criar um código para a gestão da transformação, de forma que esta se faça em bases ditas sustentáveis.
CARSALADE, Flávio de Lemos. Permanência e transformação na memória e no ambiente. In: PINHEIRO, A. R. S. (org.) Cadernos do patrimônio cultural: educação patrimonial. Fortaleza: Secultfor: Iphan, 2015.
De acordo com a reflexão apresentada no texto acima, as políticas de preservação podem ser entendidas como
mecanismos de proteção contra a transformação urbana devido ao seu caráter deletério.
ações que buscam restaurar os espaços urbanos às suas condições originais, eliminando marcas do tempo.
instrumentos para promover intervenções que priorizem o desenvolvimento econômico das cidades históricas.
ferramentas destinadas a impedir a emergência de dinâmicas sociais que alterem os espaços históricos.
estratégias que regulamentam as transformações dos espaços, garantindo a sua continuidade.