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Considerando os séculos XIX e XX em conjunto, o período 1950-1973 destaca-se como o de mais rápido crescimento econômico já registrado entre as economias capitalistas avançadas. Na Europa, esse período ficou conhecido como Era de Ouro. O continente emergiu da Segunda Guerra Mundial econômica e socialmente devastado, mas sua recuperação foi rápida: o PIB de alguns países, que havia retrocedido a níveis de fins do século XIX, em 1950 já havia retornado ao patamar pré-guerra.
Comparando o crescimento econômico dos países nesse período, nota-se que:
os países europeus cresceram a taxas similares, não havendo grandes diferenças entre eles;
apesar do forte crescimento, não houve redução do abismo existente entre as economias europeias e norte-americana;
os países do leste europeu, sob influência soviética, apresentaram crescimento superior ao dos países da Europa ocidental;
o Reino Unido teve o melhor desempenho dentre as nações desenvolvidas, retomando seu protagonismo no cenário econômico e comercial mundial;
o crescimento observado na Europa ocidental pode ser creditado à combinação entre aprofundamento do capital, crescimento da produtividade total dos fatores e pactos sociais.
“Formação econômica do Brasil” é um livro clássico, escrito por Celso Furtado, que tratou de temas relativos ao desenvolvimento econômico do país desde a colonização até o século XX.
O pensamento do autor, no que tange à economia de transição para um sistema industrial, é corretamente retratado na seguinte alternativa:
a queima e a destruição dos estoques de café, no Convênio de Taubaté, permitiam uma política de valorização do produto;
a queima do excedente de café impunha, como consequência lógica, uma redução dos investimentos agrícolas e da colheita futura de café;
o preço do café era condicionado fundamentalmente pelos fatores que prevaleciam do lado da demanda, notadamente na década de 1930;
a baixa brusca do preço internacional do café após a crise de 1929 e a falência do sistema de conversibilidade acarretaram a alta do valor externo da moeda;
a política de destruição de parte da produção cafeeira evitou contração da renda do setor exportador, reduzindo os efeitos do multiplicador do desemprego no resto da economia.
Após o retorno de Getúlio Vargas ao poder, eleito, democraticamente, pelo antigo PTB, em 1950, com cerca de 48,7% dos votos, já não se podia afirmar, categoricamente, que o projeto de desenvolvimento econômico no Brasil fosse completamente espontâneo, induzido apenas pelas crises do setor externo, já que, em seu governo, foram adotadas diversas medidas em prol do crescimento e da promoção de mudanças estruturais.
São evidências do projeto desenvolvimentista do Segundo Governo Vargas (1951-1954) a
criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a criação da Companhia Vale do Rio Doce.
criação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE, ainda sem o “S” de Social) e a criação da Petrobras.
adoção de licenciamentos prévios de importação e a reforma do sistema aduaneiro de importações.
eliminação de restrições à entrada de investimento direto estrangeiro (IDE), através da Instrução 113, da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc), e a criação do Ministério da Ciência e Tecnologia.
adoção de estímulos à instalação de filiais de multinacionais do setor automotivo e a construção de Brasília.