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O déficit público e sua sustentabilidade são considerados pelos economistas o principal problema estrutural da economia brasileira. Existem basicamente duas abordagens conceituais para a questão da sustentabilidade da política fiscal: a contábil e a do valor presente. Ambas têm como ponto de partida a restrição orçamentária do setor público. Sobre essas abordagens é correto afirmar que:
de acordo com a abordagem contábil, dado o patamar de juros da economia, um déficit primário é considerado sustentável se gera uma razão dívida/produto decrescente.
a abordagem contábil geralmente trata a restrição orçamentária com as variáveis como porcentagem do produto, do nível de renda e da produtividade, sob um determinado patamar de juros.
a abordagem contábil é considerada por muitos economistas mais uma maneira de avaliar a consistência entre um número de diferentes objetivos de política macroeconômica do que uma abordagem à sustentabilidade fiscal.
na abordagem do valor presente, a política fiscal é considerada sustentável se o valor presente esperado dos déficits futuros, descontados pela taxa básica de juros, for igual ou maior que o valor da dívida líquida inicial.
na abordagem do valor presente, o nível de sustentabilidade será sempre descontado pela taxa de juros real esperada e requer que as políticas fiscais futuras do governo satisfaçam a restrição orçamentária, dados o nível do produto e o nível de renda e de produtividade da economia.