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A chamada “Lei de Thirlwall”, formulada pelo economista Anthony Thirlwall, é uma das mais simples proposições explicativas do diferencial de crescimento relativo entre os países na economia global e da capacidade de crescimento econômico de um país, compatível com a estabilidade de seu balanço de pagamentos, no longo prazo.
A Lei de Thirlwall,
na versão “forte”, permite estimar a taxa de crescimento de um país em relação ao resto do mundo, através da razão entre a taxa de crescimento de suas exportações e a elasticidade-renda de suas importações, contanto que os preços relativos permaneçam constantes ao longo da série estimada.
na versão “forte”, estabelece que um país em desenvolvimento será capaz de se aproximar da fronteira tecnológica internacional e alcançar níveis médios elevados de renda per capita, se a elasticidade-renda de suas exportações for superior à elasticidade-renda de suas importações, mantidos constantes os preços relativos (inclusive a taxa de câmbio real) ao longo da série estimada.
na versão “fraca”, que considera mudanças de preços relativos, só é possível estimar a taxa de crescimento de um país, compatível com o equilíbrio de longo prazo de seu balanço de pagamentos, se for estimada tanto a elasticidade-renda de suas exportações quanto a elasticidade-renda de suas importações.
na versão “fraca”, não é compatível com o modelo do multiplicador keynesiano de comércio exterior (ou de economias abertas), formulado por Roy Harrod.
em ambas as versões, “forte” e “fraca”, conclui que um país fortemente especializado nas exportações de produtos primários e de bens industrializados intensivos em recursos naturais (commodities) tem capacidade de convergir, rapidamente, para níveis médios elevados de renda per capita.