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O modo de produção capitalista, em seu processo de desenvolvimento, ao mesmo tempo em que produz riqueza em nível crescente, também cria tendências à desigualdade e à pobreza, uma vez fundamentado em um sistema onde proprietários dos meios de produção exploram os não-proprietários. Dada essa lógica desigual, surgiram formas alternativas de se pensar a produção e a organização das relações de trabalho, dentre as quais ganha destaque a economia solidária, que pode ser entendida como
um sistema produtivo no qual os capitalistas promovem uma repartição mais igualitária dos ganhos produtivos, mantendo o equilíbrio entre as taxas de crescimento dos rendimentos do capital e do trabalho.
um modo de produção cujos princípios básicos são a propriedade coletiva ou associada do capital e o direito à liberdade individual, que resulta na produção de uma única classe de trabalhadores que são possuidores de capital por igual em cada cooperativa ou sociedade econômica.
uma forma específica de organização das relações de trabalho, que dispensa os contratos formais de trabalho a partir da implementação da figura do “colaborador” em substituição ao “trabalhador”, mantendo uma maior equidade entre proprietários e não-proprietários.
um sistema de organização da produção onde as diferenças entre os salários dos empregados e os lucros dos capitalistas são compensadas a partir da implementação de distintos tipos de benefícios aos trabalhadores, sempre vinculados a seu nível de produtividade.