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O sucesso do Plano Real deveu-se basicamente à manutenção de uma âncora cambial até 1999.
O expressivo ajuste de 1999, em que foram enfrentadas as questões cambial, monetária e fiscal, resultou em melhoria do balanço comercial, apreciação substancial do real e redução das taxas de inflação.
A partir de 1999, a redução da participação do setor público não-financeiro na dívida total constitui a principal explicação para a redução da dívida externa observada nesse período.
A desvalorização do real pelo governo brasileiro tornou os produtos brasileiros menos competitivos na Argentina.
A partir de junho de 2002, a redução substancial da dívida pública que levou à queda da relação dívida/PIB, se deveu à forte desvalorização do câmbio ocorrida nesse período.
Em relação ao endividamento externo, na década de 90 do século passado, predominavam as captações privadas. Somente no final dessa década começou a haver uma reversão dessa tendência, com a ampliação da participação do setor público na dívida externa total.
O ajuste da economia brasileira à crise cambial de 1999 envolveu não só medidas emergenciais, mas também (e principalmente) uma mudança de modelo de política macroeconômica. Sobre esse novo modelo e a evolução da política econômica no Brasil pós-1999, é correto afirmar:
Houve nítida mudança no papel da taxa de câmbio em relação ao modelo vigente durante o Plano Real: a taxa de câmbio perdeu a função de âncora dos preços e assumiu o papel de variável de ajuste do balanço de pagamentos.
Houve nítida mudança no papel da taxa de juros em relação ao modelo vigente durante o Plano Real: a taxa de juros deixou de atuar como instrumento de política antinflacionária e tornou-se um instrumento de controle da taxa de câmbio e, indiretamente, do balanço de pagamentos.
O modelo de metas inflacionárias fixou metas de inflação gradualmente decrescentes para o IPCA a partir de 1999, tendo o índice se mantido dentro dos intervalos previstos até o fim do segundo governo Fernando Henrique Cardoso.
A taxa de câmbio foi substituída pelo modelo de metas inflacionárias como âncora dos preços e a política fiscal passou a ser orientada por metas de déficit nominal (meta de déficit zero), visando ao controle da relação Dívida Pública/PIB.
A política fiscal passou a ser orientada por um modelo de metas de superávit primário para o governo central (Governo Federal, Previdência Social e Banco Central), visando ao controle da relação Dívida Pública/PIB e, através desta, do risco-país.
A década de 1990 foi marcada, no Brasil (e em diversos outros países) pela discussão e implementação de reformas estruturais no sistema econômico, em linha com o que ficou conhecido como "Consenso de Washington". Entre as alternativas abaixo, assinale a que descreve corretamente aspectos da adesão do Brasil a este novo modelo de desenvolvimento no período mencionado:
As reformas propostas pelo Presidente Fernando Collor representaram nítida aproximação do país com o modelo do "Consenso" no que tange à redução da participação do Estado na economia, sendo, porém, neutras com relação à liberalização comercial e financeira.
As reformas econômicas propostas no primeiro governo Fernando Henrique Cardoso representaram nítida aproximação do país com o modelo do "Consenso" no que tange à disciplina fiscal e monetária, à redução da participação do Estado na economia e à liberalização comercial e financeira.
As reformas econômicas propostas no primeiro governo Fernando Henrique Cardoso representaram um recuo com relação ao modelo do "Consenso" no que tange à liberalização comercial e financeira, mas um avanço no que tange à redução da participação do Estado na economia.
As reformas econômicas propostas no primeiro governo Fernando Henrique Cardoso representaram um avanço em direção ao modelo do "Consenso" no que tange à liberalização comercial e financeira, mas um recuo no que tange à redução da participação do Estado na economia.
As reformas econômicas propostas no primeiro governo Fernando Henrique Cardoso representaram um avanço em direção ao modelo do "Consenso" no que tange à liberalização comercial e financeira e à redução da participação do Estado na economia.
Na década de 1990, o predomínio das captações privadas constitui uma das características do endividamento externo brasileiro.
Apesar do sucesso do Plano Real, a estabilização monetária foi acompanhada por uma aguda crise financeira dos estados. Explica-se a deterioração das contas estaduais a partir de 1995 pelo fato de
a estabilização monetária ter provocado uma redução na atividade econômica afetando a arrecadação dos estados.
a redução das taxas de inflação ter gerado redução momentânea da taxa de juros, estimulando o endividamento dos governos estaduais.
a rápida redução da inflação só ter sido conseguida através da elevação da taxa básica de juros por parte do governo federal, o que elevou o custo das dívidas estaduais contraídas antes do Plano Real.
o sucesso do Plano Real ter gerado aumento da atividade econômica resultando em forte pressão por elevação do gasto dos governos estaduais em obras de infra-estrutura.
os estados terem continuado a concessão de reajustes salariais ao funcionalismo com base na inflação passada na expectativa de que o retorno da inflação desvalorizaria as despesas públicas enquanto as receitas continuariam indexadas.
A partir de 1990, o governo federal passou a controlar, diretamente, uma maior parcela dos recursos públicos, facilitando, assim, a tarefa de estabilizar a economia.
A queda nos investimentos mostrada nos gráficos do texto I, a partir de 2001, indica que, após a licitação das principais áreas com potenciais exploratórios, houve uma queda no interesse da indústria petrolífera internacional em investir no país, principalmente em razão da crise argentina.
O setor de transportes, um dos termômetros da economia, mostrou crescimento de mais de 6%, se comparado o período de janeiro a outubro de 2001 com o mesmo período no ano de 2000.
O número de bancos múltiplos em funcionamento era superior a 300.
Considerando que o PIB nominal de 2000 foi superior ao PIB nominal verificado em 1999, é correto concluir que houve aumento da produção nesse período.
Em 1998, verificou-se, pelos gráficos do texto I, um baixo esforço exploratório no setor de petróleo, atribuído ao ceticismo no início da abertura do setor de petróleo no Brasil e também aos baixos preços internacionais. A partir de 1999, ocorreu um grande crescimento da atividade exploratória. Isso pode ser explicado, principalmente, pelos altos investimentos feitos no país pelas empresas multinacionais de levantamentos e interpretação geofísicos, as quais vislumbraram, no Brasil, um grande mercado com demanda reprimida pelo monopólio, a ponto de o país chegar a abrigar a maior frota de navios de levantamentos geofísicos do mundo.
A partir de janeiro de 1999, a estratégia de estabilização de preços substituiu a âncora cambial por um sistema de metas de inflação.
No período de 1995 a 1998, a crise dos estados deveu-se unicamente à Lei Kandir, já que, desde o início dos anos 80, os gastos com pessoal — ativos e inativos — tinham sido equacionados e, por isso, não pressionavam o orçamento das unidades da federação.