Questões de Concurso sobre Crise Fiscal

 
 
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Desde 2015, o Brasil tem enfrentado forte recessão e crise fiscal, revelando fragilidades estruturais. Um desdobramento relevante desse quadro é a:


A

Redução da rigidez orçamentária, via flexibilização do gasto obrigatório em educação.


B

Reconversão industrial ancorada em investimentos públicos de longa maturação.


C

Consolidação de um regime fiscal contracíclico, com ênfase no investimento público.


D

Imposição de teto de gastos com compressão real de despesas discricionárias.

Considere que um país enfrenta uma recessão severa, resultando em uma queda significativa no PIB e um aumento no desemprego. Ato contínuo, o déficit nominal subiu de 2% para 6% do PIB em um ano. No entanto, o déficit ciclicamente ajustado permaneceu estável em torno de 3% do PIB.

Com base nessas informações, é correto afirmar que:


A

o déficit ciclicamente ajustado não capta mudanças reais na posição fiscal do governo, pois a metodologia de ajuste cíclico subestima os impactos da recessão sobre as finanças públicas;


B

a política fiscal do governo se tornou mais contracionista, pois o déficit ciclicamente ajustado se manteve constante, o que potencialmente significa cortes de gastos ou aumento de impostos em termos estruturais;


C

o aumento do déficit nominal é um reflexo direto da queda da arrecadação e do aumento de gastos recorrentes, sem mudanças significativas na política fiscal subjacente, justificando a estabilidade do déficit ciclicamente ajustado;


D

o país provavelmente já operava próximo ao pleno emprego antes da recessão, e o aumento do déficit nominal é explicado exclusivamente por políticas discricionárias expansionistas, sem influência dos estabilizadores automáticos;


E

o aumento do déficit nominal indica que o governo implementou um pacote fiscal expansionista agressivo, incluindo cortes de impostos e gastos discricionários, o que deveria ter elevado significativamente o déficit ciclicamente ajustado.

A respeito da política econômica do primeiro governo de Dilma Roussef (2011-2014), é verdadeiro o que se afirma em:


A

Houve forte valorização cambial e abertura comercial como forma de aumentar a competitividade da indústria nacional.


B

A desconfiança nutrida por determinados agentes econômicos em relação à eleição de Dilma Rousseff foi um dos principais fatores subjacentes à expressiva depreciação cambial observada no início de seu mandato, e resultou no progressivo recrudescimento inflacionário verificado nos três primeiros anos de seu primeiro mandato.


C

A condução da política fiscal no governo Dilma não enfrentou dificuldades para cumprir as metas de superávit primário estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).


D

O governo promoveu uma redução sistemática da taxa básica de juros (Selic), mesmo diante de pressões inflacionárias, como tentativa de incentivar o consumo e o investimento.

Depois de vários planos econômicos fracassados e de diversos diagnósticos, os especialistas que ajudaram na criação do Plano Real entenderam que a principal causa da inflação no país eram os excessivos gastos públicos, o que gerava altos déficits primários e nominais. Após a implementação do real, o Brasil voltou a vivenciar uma crise fiscal, por quê?


A

Em razão da criação de novos programais sociais.


B

Em razão do pagamento das dívidas de estados e municípios.


C

Em razão dos gastos criados com a nova estrutura do plano real.


D

Em razão dos investimentos realizados pelo governo em infraestrutura.


E

Em razão dos juros reais mais altos e do crescente endividamento público.

O texto a seguir analisa o agravamento da situação fiscal no Brasil em período recente.


Com o PIB e a arrecadação menores, o déficit primário aumentou de 17 bilhões de reais em 2014 para 111 bilhões em 2015, apesar do corte de despesas. A dívida líquida do setor público, por sua vez, passou de 32,6% do PIB em dezembro de 2014 para 35,6% em dezembro de 2015. Já a dívida bruta saltou de 56,3% para 65,5% do PIB. Uma decomposição dos fatores que levaram ao aumento de 9,3 pontos percentuais na dívida bruta em relação ao PIB mostra, no entanto, que o déficit primário sequer foi o principal responsável por essa elevação. Os componentes que mais destoaram dos anos anteriores foram o pagamento de juros, que aumentou sua contribuição, e o crescimento do PIB, que passou a colaborar menos para a redução da dívida-PIB.

CARVALHO, L. Valsa brasileira: do boom ao caos econômico. São Paulo: Editora Todavia, 2018, p.100-101.


De acordo com a autora, o agravamento da crise fiscal no Brasil entre 2014 e 2015 resultou do


A

congelamento das despesas correntes e do aumento do déficit fiscal nominal


B

aumento do déficit fiscal nominal e da recessão econômica em curso


C

aumento do déficit fiscal nominal e do maior crescimento do PIB


D

aumento do déficit fiscal primário e do maior crescimento do PIB


E

aumento do déficit fiscal primário e da queda da arrecadação

A economia brasileira tem apresentado considerável volatilidade em seu desempenho econômico. Nesse sentido, as contas nacionais demonstram que


A

o país, desde 2008, viveu movimento continuamente descendente do crescimento do PIB, sem recuperação discreta, o que veio a ocorrer apenas em 2017.


B

uma recuperação geral, envolvendo o produto de agropecuária, indústria e serviços, foi demonstrada em 2017.


C

a colaboração do produto industrial para o PIB de 2017 foi decisiva, já que serviços e agropecuária nada contribuíram para o crescimento do produto naquele ano.


D

o produto de serviços sucumbiu às pressões da crise econômica, entrando em desempenho negativo nos anos de 2015 e 2016.


E

a crise econômica da presente década foi aliviada em 2015 e 2016, quando o PIB mostrou lenta recuperação, que se manteve em 2017.

 
 
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