Questões de Concurso sobre Desigualdades de Renda

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
36 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

A política neoliberal e a incorporação da reestruturação produtiva alargam e agudiza as desigualdades de classe, radicalizam a questão social e suas expressões, colocando em causa amplos segmentos da sociedade civil no acesso aos bens da civilização, resultando em um processo tenso, denso de conformismo e


A

reformismo.


B

radicalidade.


C

apassivamento.


D

rebeldia.

Considere o texto sobre desigualdade de renda no Brasil.


Uma das características mais marcantes da economia brasileira é o seu elevado grau de desigualdade de renda, embora de comportamento variável. De fato, é possível identificar, durante o último quarto de século, três períodos com dinâmicas inteiramente distintas: (a) de 1981 a 1989, em que houve um contínuo crescimento do grau de desigualdade; (b) de 1989 a 1993, caracterizado por uma alta volatilidade e por um pico da desigualdade; e (c) de 1993 a 2005, marcado por um persistente declínio do grau de desigualdade. Nesse último longo período é possível destacar, ainda, o último quinquênio (2001-2005) como um período de nítida aceleração na queda de desigualdade de renda, como mostram pesquisas do Ipea.


FERREIRA, F. et al. Ascensão e queda da desigualdade de renda no Brasil: uma atualização para 2005. In: BARROS, L. et al. (org.). Desigualdade de renda no Brasil: uma análise da queda recente. Brasília, DF: Ipea, v. 1, 2006, p. 359. Adaptado.


No terceiro período mencionado no texto, identifica-se como um fator responsável pela redução da desigualdade de renda a(o)


A

aceleração do processo inflacionário em todo o território nacional


B

expansão educacional lenta da força de trabalho com alto retorno marginal


C

expansão dos programas governamentais de transferência de renda


D

divergência significativa entre rendas médias das áreas rurais e urbanas


E

aumento da diferença de renda entre grupos educacionais distintos

Em 2022, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicaram um aumento expressivo da pobreza no Brasil, resultado de múltiplos fatores sociais e econômicos. Qual das alternativas a seguir explica adequadamente uma das causas desse aumento?


A

A criação de novos impostos sobre produtos de primeira necessidade.


B

A alta inflação e a redução do poder de compra das famílias, agravada pela pandemia.


C

O êxodo rural em massa, gerando maior demanda por empregos na zona urbana.


D

A concentração de investimentos do governo em infraestrutura tecnológica.

Para que se avalie o nível de bem-estar de um país, há um indicador que expressa a relação entre a proporção de pessoas com renda pelo menos tão elevada do que determinado valor e a proporção de renda recebida por essas pessoas.


Trata-se do(a)


A

curva de Lorenz.


B

índice Gini.


C

IDH.


D

HDR.


E

curva de Kuznets.

Ao longo da década de 2000, o coeficiente de Gini apresentou forte contração, passando de 0,60 em 1999 para pouco acima de 0,54 em 2009.


Os fatores a seguir podem ser apontados como responsáveis pela melhoria da distribuição de renda nesse período, à exceção de um. Assinale-o.


A

Fim das elevadas taxas de inflação e seus impactos nocivos sobre a renda, principalmente a dos mais pobres.


B

Melhoria dos indicadores educacionais, com aumento do acesso à educação básica.


C

Aumento dos benefícios previdenciários, decorrente da valorização do salário mínimo.


D

Melhora regulatória, que promoveu o aumento do investimento privado e o consequente aumento da produtividade, beneficiando os menos escolarizados.


E

Ampliação das oportunidades regionais de trabalho, como no interior e no Nordeste.

Os textos abaixo, extraídos de pesquisas realizadas, respectivamente, por Pedro Ferreira de Souza e Marcelo Medeiros, especialistas em desigualdade socioeconômica, referem-se à fração média da renda nacional recebida pelo 1% mais rico da população no Brasil:


Texto I


As comparações corroboram que o Brasil é um dos países com maior concentração no topo, quiçá o que apresenta a maior. Por aqui, o 1% mais rico recebe em torno de 23% da renda total. Em outros países muito desiguais, esse percentual fica próximo a 20%, como nos Estados Unidos e na Colômbia. Nos países mais igualitários, ele não ultrapassa os 10%, como na França e no Japão [...]. O caráter inercial da desigualdade e sua tendência a mudar depressa apenas em situações de crise e ruptura podem ser vistos em muitos outros países. É raro observar mudanças prolongadas, graduais e profundas na fatia apropriada pelo topo da distribuição.


SOUZA, P. G. F. Uma história de desigualdade: a concentração de renda entre os ricos no Brasil – 1926-2013. São Paulo: Hucitec, 2018. p. 262. Adaptado.


Texto II


Quem quer entender desigualdade no Brasil tem que olhar para a desigualdade racial. Quem quer entender desigualdade racial tem que olhar para os ricos. Uma parte muito grande da desigualdade racial nos salários é dada pela diferença entre os trabalhadores de renda alta e os demais trabalhadores. As portas do mundo dos ricos são muito estreitas, mas para os negros elas estão praticamente fechadas e não vão se abrir sozinhas [...]. Os negros são uma minoria no grupo dos ricos e, entre eles, são os menos ricos. Não é simples explicar essa desigualdade sem passar seriamente pela ideia de racismo estrutural. Fatores que são tomados como determinantes da desigualdade em geral não conseguem predizer muito bem as chances de negros e brancos estarem entre os ricos. A raça, no entanto, ganha importância à medida que se vai para partes mais altas da pirâmide social. Ou seja, raça é uma barreira crescente, a qual se torna mais difícil de superar conforme as pessoas vão ficando mais ricas.


MEDEIROS, M. Os ricos e os pobres: o Brasil e a desigualdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2023. p.96-97. Adaptado.


A leitura dos textos permite concluir que, com respeito à desigualdade social,


A

apenas o Texto I trata da desigualdade no topo da pirâmide social no Brasil.


B

apenas o Texto II associa o problema da desigualdade social no Brasil a fatores estruturais.


C

ambos os textos não apenas associam a elevada desigualdade social no Brasil a fatores estruturais, como também sugerem que, embora de difícil solução, o problema só pode ser minorado com a adoção de políticas abrangentes, contendo instrumentos de natureza, igualmente, estrutural.


D

o Texto I conclui que a desigualdade no topo da pirâmide social é um problema restrito ao Brasil.


E

o Texto II alude ao problema da desigualdade racial, mas não o vincula ao problema geral da desigualdade social.

Um hipotético índice de Gini igual a zero indica que


A

todos os indivíduos da sociedade têm a mesma renda.


B

a renda é concentrada nas mãos de um único indivíduo.


C

essa sociedade não teria renda.


D

a renda é concentrada nas mãos de poucos indivíduos.


E

não houve dados suficientes para calcular o índice.

Em 2016, a Organização das Nações Unidas propôs aos líderes mundiais 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para que, coletivamente, a humanidade pudesse dissociar o crescimento econômico da pobreza, da desigualdade e das mudanças climáticas. Um desses objetivos era o alcance da igualdade de gênero no mercado de trabalho, fator de grande relevância para os países latino-americanos, dado as históricas diferenças de empregabilidade por gênero. Na relação entre gênero e mercado de trabalho na América Latina,


A

o tempo de dedicação ao trabalho doméstico já se equalizou entre mulheres e homens, ainda que permaneça, reconhecidamente, como uma função tipicamente feminina.


B

o emprego feminino se concentra no setor de serviços de cuidado (mais de 25%), enquanto apenas 6% do emprego masculino está concentrado neste tipo de atividade.


C

a queda do desemprego foi mais acentuada para mulheres que para homens desde 2020, de modo que houve avanços consideráveis na redução da brecha de desemprego por gênero.


D

a taxa de informalidade é maior para mulheres do que para homens, segundo dados da CEPAL, elemento que piora as condições de heterogeneidade do tipo de atividade que cada gênero ocupa.

Com a finalidade de analisar o nível de igualdade ou desigualdade (grau de concentração de riqueza) de uma região ou país, o matemático italiano Corrado Gini criou o Índice de Gini ou Coeficiente de Gini. Tendo por base o gráfico Renda x População e Curva de Lorenz, é possível afirmar que a perfeita igualdade é percebida quando:


A

A Curva de Lorenz está sobreposta ao eixo horizontal até o último elemento que tem renda positiva.


B

A área de 45º é a própria Curva de Lorenz.


C

A área do gráfico está determinada sob uma reta inclinada maior que 45º.


D

A área do gráfico está determinada sob uma reta inclinada menor que 45º.


E

A Curva de Lorenz está sobreposta ao eixo horizontal até o primeiro elemento que tem renda positiva.

Diversos estudos têm demonstrado a importância de se analisar as desigualdades regionais brasileiras, considerando longas séries temporais.

A partir da organização dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) municipal per capita para o período entre 1920 e 2016, foi estimada a dinâmica da desigualdade da riqueza intermunicipal no Brasil, pelo cálculo do coeficiente de Gini.


Sobre a trajetória de crescimento da desigualdade intermunicipal no período de 1920 e 2016, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.


( ) Nas décadas de 1940 e 1960 observa-se um aumento na desigualdade da riqueza intermunicipal no Brasil.

( ) Entre 1970 e 1980 observa-se uma redução da desigualdade da riqueza intermunicipal no Brasil.

( ) Em 2016 observa-se um retorno da desigualdade da riqueza intermunicipal no Brasil ao valor alcançado em 1970.


As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,


A

F, V e F.


B

V, V e V.


C

V, F e F.


D

V, V e F.


E

F, F e V.

A partir da estabilização da economia brasileira, em julho de 1994, houve no Brasil melhorias expressivas em diversos indicadores sociais e de equidade, avanços que se intensificaram ao longo da década de 2000. Nesse processo,


A

o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) evoluiu positivamente de 0,65 a 0,69, entre 2000 e 2010, indicando a quase eliminação da desigualdade regional, do déficit no acesso ao saneamento básico nas regiões mais pobres do país e da melhora decisiva da qualidade do ensino.


B

a distância entre os mais ricos e os mais pobres aumentou expressivamente ao longo da década. Entre 2001 e 2009, a renda per capita dos 10% mais ricos da população brasileira aumentou 7% ao ano, enquanto a renda dos mais pobres cresceu à taxa de 2%.


C

o Programa Bolsa Família (PBF), criado em 2004 e focado nas famílias de menor renda, foi uma inovação do Governo Lula que teve expressivo impacto na redução das desigualdades regionais do país. Um dos grandes problemas enfrentados em sua implementação foi o custo orçamentário relativamente alto, atingindo, em 2010, 5% do PIB.


D

observou-se, entre 2001 e 2009, a ascensão da Nova Classe Média (Classe C), a qual chegou a representar mais de 50% da população total. Este fenômeno decorreu do aumento da massa salarial e do maior acesso aos instrumentos de crédito, facilitado pelo Crédito Consignado e pela aprovação do Cadastro Positivo. A ampliação do crédito popularizou o acesso aos bens duráveis, uma das formas de aferição da redução da desigualdade.


E

a queda de 0,57 para 0,52 observada no Índice de Gini das pessoas ocupadas entre 2001 e 2009 se deveu mormente à política de valorização real do salário mínimo, ao aumento do emprego formal com carteira assinada, ao incremento da taxa de escolaridade e, por fim, à queda do trabalho infantil.

Segundo o Relatório da Desigualdade Global, da Escola de Economia de Paris, o Brasil é hoje o país democrático que mais concentra renda no 1% do topo da pirâmide. Só o Qatar, emirado árabe absolutista de 2,6 milhões de habitantes e governado pela mesma dinastia desde meados do século 19, supera, por pouco, o Brasil. [...] Segundo Marc Morgan, que analisa dados do Brasil no relatório, enquanto os mais ricos no país expandiram a renda no período favorável de 2001 a 2015, e os 50% mais pobres também tiveram ganhos, a classe média (os 40% “do meio”) perdeu participação nos rendimentos totais, de 33,1% para 30,6%.

CANZIAN, Fernando; MENA, Fernanda. Super-ricos no Brasil lideram concentração de renda global. Folha de São Paulo, 19 ago. 2019, Disponível em: . Acesso em: 28 ago. 2019. Adaptado.


Com respeito à distribuição de renda brasileira no período recente, o texto sugere que


A

a concentração de renda no topo e na base da pirâmide ocorreu no período 2001-2015.


B

a melhora da participação dos 50% mais pobres reduziu expressivamente a concentração de renda no Brasil.


C

a classe média figura como o estrato mais negativamente afetado pela menor participação na renda nacional no período 2001-2015.


D

a participação dos rendimentos dos mais pobres na renda nacional foi reduzida no período 2001-2015.


E

os rendimentos dos estratos mais ricos da população sofreram ligeiro decréscimo da participação na renda nacional no período 2001-2015.

Considerando o perfil demográfico brasileiro e as condições do mercado de trabalho, assinale a opção correta.

A
A previdência oficial brasileira oferece mais benefícios que a previdência privada em regime de capitalização.

B
A taxa de fecundidade no Brasil é superior a dois filhos por mulher.

C
A concentração de renda no Brasil subiu nos anos 2000.

D
A diferença salarial entre os gêneros se justifica pelo fato de o nível de instrução dos homens ser mais elevado que o das mulheres.

E
As diferenças entre as expectativas de vida, aos 65 anos, entre brasileiros e europeus justifica o hiato entre as idades mínimas de aposentadoria evidenciadas no velho continente e no Brasil.

“_________ investigou as causas das desigualdades entre regiões e por que elas aumentam. Observou que o círculo vicioso pobreza-doença-pobreza gera um processo circular acumulativo” (SOUZA, 2009, p. 141).


Assinale a alternativa que apresenta o nome do autor que preenche CORRETAMENTE a lacuna no texto acima:


A

Denis Maillat.


B

Gunnar Myrdal.


C

Albert Hirschman.


D

Alfred Marshall.


E

Walter Isard.

O estudo das desigualdades de rendas no Brasil aponta de forma sistemática um grau de desigualdade regional. Um indicador usado para auferir o grau de concentração de renda é o Índice de Gini, que corresponderá à completa desigualdade quando este for:


A

igual a 1


B

menor que 0


C

igual a 0


D

maior que 1


E

igual a -1

 
1
 
Gerar simulado