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Entre as medidas adotadas pelo Plano Collor II para debelar a inflação, registra-se a reforma financeira que visava eliminar o overnight e outras formas de indexação bem como o congelamento dos preços e dos salários.
Assinale a alternativa com a afirmação incorreta:
O Brasil apresenta o maior Índice de Gini da América Latina à exceção da Bolívia.
A População Economicamente Ativa - PEA compreende o potencial de mão-de-obra com que pode contar o setor produtivo, isto é, a população ocupada e a desocupada.
Nos últimos 30 anos, as mulheres têm ampliado sua participação no mercado formal de trabalho brasileiro.
O desemprego aparente não leva em consideração o subemprego.
A Curva de Lorenz demonstra a distribuição do rendimento.
Sabe-se que entre os anos 1980 e 1994 o Brasil conviveu com níveis inflacionários muito altos. A inflação alta durante esse período NÃO resultou numa queda da arrecadação dos governos, agravando o déficit público, porque
houve uma constante elevação da carga tributária que atingiu, no período, quase 35% do PIB.
os governos criaram novas fontes de arrecadação, como a CPMF, que compensaram a queda na arrecadação.
a forte desvalorização das receitas decorrente da inflação foi compensada pela privatização de empresas estatais e pela concessão onerosa de serviços públicos.
os governos se beneficiaram do chamado "imposto inflacionário", resultante da indexação das receitas sem a correspondente atualização monetária das despesas.
a inflação elevada foi compensada pelo aumento constante na taxa de crescimento da economia no período.
A década de 90 foi um período de grandes mudanças nas políticas nacionais. A agricultura não ficou à margem desse processo. Em relação às transformações ocorridas no setor, não é correto afirmar:
A despeito da diminuição da intervenção do governo no setor rural e do crédito agrícola subsidiado, aumentou a integração do setor em cadeias produtivas e no sistema de distribuição organizado tendo por referência a agroindústria e as cadeias de supermercado.
Umas das características desse processo de transformação foi a expansão dos estoques reguladores e melhoria da infra-estrutura de escoamento da produção.
O aumento da produtividade esteve associado à queda do nível de emprego agrícola e do número de estabelecimentos rurais.
O fato de que, de um modo geral, os maiores ganhos de produtividade agrícola tivessem ocorrido em relação aos cultivos destinados ao mercado interno não impediu que a balança comercial do agronegócio registrasse saldos positivos elevados.
Contribuiu para o aumento do volume da produção e da produtividade um conjunto de fatores nem sempre fruto de políticas públicas específicas, tais como: transferência, ao produtor, de tecnologia desenvolvida pelo setor púbico, transferência interregional de capital humano e aumento da disponibilidade de insumos agrícolas a preços atraentes para o produtor.
A crise dos anos 60 do século XX, de acordo com a visão estagnacionista, deveu-se ao esgotamento do dinamismo do processo de substituição de importações.
Um dos problemas fiscais do Brasil até os anos 1990 era a falta de controle sobre o Orçamento da União. Reformas iniciadas nos anos 1980 e consolidadas nos anos 1990 facilitaram o processo de ajuste fiscal iniciado em 1995. As inovações introduzidas na gestão fiscal que mais contribuíram para o aperfeiçoamento do processo orçamentário nesse período foram a
criação do orçamento monetário e das empresas estatais; eliminação da "conta-movimento", do Banco do Brasil; centralização da execução orçamentária na STN e extinção das funções de fomento do BC.
extinção dos orçamentos monetário, das empresas estatais e da conta da dívida; transferência da "conta- movimento" do BB para a STN; centralização da execução orçamentária no BC.
transferência do orçamento das empresas estatais para a SEST; centralização da execução orçamentária na STN; unificação dos orçamentos monetários e da conta da dívida no OGU; transferência das funções de fomento do BC para o BNDES.
unificação gradual dos orçamentos monetário, das estatais e da conta da dívida no Orçamento Geral da União; centralização da execução orçamentária na STN; extinção das funções de fomento do BC; encerramento da "conta-movimento" do BB.
transferência da "conta-movimento" do BB para o BC; centralização da execução orçamentária na STN; incorporação gradual dos orçamentos monetário, das empresas estatais e da conta da dívida ao OGU.
No tocante à economia brasileira é correto afirmar que:
A política fiscal e monetária brasileira tem sido coordenada com as políticas fiscal e monetária dos países sócios do MERCOSUL.
Os superávits primários ao longo do último ano têm alcançado recordes. No entanto, não têm sido suficientes para cobrir o total das despesas, inclusive os juros, gerando déficis nominais.
A política fiscal do governo, tipicamente Keynesiana, tem se baseado na elevação de receitas, gastos, juros e apreciação cambial.
Excessivo superávit primário tem gerado desemprego, aumento das despesas com juros e desequilíbrios na balança de pagamentos.
Nos últimos anos, o Brasil tem procurado estabelecer, em suas negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), um nível positivo do desempenho financeiro do setor público, ou seja, volume satisfatório da diferença entre gastos e arrecadações, o que tecnicamente se chama “superávit (SP) e/ou déficit (DP) primário”.
O saldo do SP e/ou DP é resultado
Após o Plano Real, o desempenho das contas externas teve como características:
déficit em transações correntes até 1998. A partir desse ano, o país passa a apresentar superávit nas transações correntes tendo em vista principalmente ao superávit da balança comercial.
déficit em transações correntes e na balança comercial durante toda a segunda metade dos anos 90, com uma tendência de melhora a partir de 1999, com a desvalorização do real frente ao dólar.
superávit em transações correntes durante toda a segunda metade dos anos 90, apesar do déficit na balança comercial motivada pela valorização do real frente ao dólar.
superávit na balança comercial até 97 e forte déficit em 1998, o que motivou a mudança de regime cambial.
déficit em transações correntes decrescentes durante todo o período pós 94 tendo em vista a melhora no saldo da balança de serviços, particularmente em decorrência dos reinvestimentos de empresas estrangeiras sediadas no País.
O desenvolvimento da economia cafeeira no final do século XIX foi possível sem a existência de movimentos demográficos, em virtude do acentuado crescimento populacional observado no conjunto dos estados que compunham a região cafeeira.
O Brasil pode ser excluído do grupo de países considerados como periferia global de recursos, uma vez que sua pauta de exportações o coloca como país industrializado, apesar de esse fenômeno ter-se dado tardiamente.
A Bolsa de Valores no Brasil é representada
pelos titulares de sociedades corretoras.
ativa e passivamente, pelo seu Conselho.
ativa e passivamente, pelo seu Presidente.
pelo superintendente escolhido pelo Conselho.
pelos representantes das companhias abertas.
No contexto do movimento de intensificação do relacionamento financeiro entre os diversos mercados, no âmbito internacional, um destaque é dado ao fato de que as empresas brasileiras passaram a ocupar espaço em bolsas internacionais. Um produto que caracteriza esse movimento são os:
Brasilian Depositary Receipts, que são caracterizados por papéis emitidos e negociados internacionalmente nas bolsas de valores, com lastro em ações de empresas brasileiras.
American Depositary Receipts, que são papéis emitidos e negociados nos Estados Unidos, com lastro em ações de empresas norte-americanas, com escritórios de representação no Brasil.
Global Depositary Receipts que, quando do Nível III, são exclusivamente ofertados para todos os países do mercado europeu.
American Depositary Receipts, que são papéis emitidos e negociados nos Estados Unidos, com lastro em ações de empresas de outros países.
Brazilian Depositary Receipts que, quando no Nível II, permitem apenas sua negociação em mercado de balcão não organizado, sem que sejam negociados em bolsas de valores.
A intensificação do processo de concentração da industrialização brasileira no pós-guerra explica-se, em parte, pela tendência de os salários monetários, corrigidos pela produtividade, serem mais baixos na região mais dinâmica, cujo centro era o estado de São Paulo, elevando, assim, a rentabilidade das inversões e o crescimento da produção industrial nessa região.
A redução do preço dos alimentos e dos animais de transporte nas regiões vizinhas, decorrente da lucratividade elevada e da mobilidade da empresa mineira, constituiu parte importante da irradiação dos benefícios econômicos da mineração.
No Brasil, o crescimento do setor primário, levado a efeito por meio de intensa modernização por todo o seu território, tem contribuído para diminuir as desigualdades geográficas e eliminar enclaves regionais.
Contrariamente aos EUA, onde a dificuldade de importar manufaturas criou, desde cedo, a necessidade de fomentar a produção interna, na economia açucareira no Brasil, o fluxo de renda se estabelecia entre a unidade produtiva e o exterior, restringindo o crescimento do setor industrial.
Uma das facetas da crise política repousa nas características do processo legislativo, excessivamente dependente de medidas provisórias e acordos de liderança, o que minimiza o papel das comissões parlamentares na representação de interesses.