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O Plano de Metas concedia tratamento preferencial ao capital estrangeiro.
A execução do Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek caracterizou, economicamente, a segunda metade da década de 1950 no Brasil.
Essa execução foi exitosa em inúmeros aspectos, tais como a(o)obtenção da meta de redução da inflação
obtenção da meta de superavit primário do orçamento público
expansão do crédito a longo prazo disponibilizado via BNDE (atual BNDES)
abertura do mercado interno à maior competição internacional
equilíbrio contínuo das contas externas do Brasil
O Plano de Metas rejeitava o diagnóstico efetuado pela Comissão Mista Brasil-Estados Unidos da América.
Apesar do crescimento do PIB brasileiro nesse período, a renda per capita diminuiu, dada a forte pressão inflacionária.
O Plano de Metas estabelecia tratamento preferencial ao capital estrangeiro e à expansão dos gastos públicos e privados, os quais foram financiados pela expansão dos meios de pagamento e do crédito bancário.
A política cambial caracterizava-se pela adoção do regime de câmbio flutuante.
Com a reforma cambial adotada em agosto de 1957, o governo objetivando ampliar as múltiplas taxas de câmbio, aumentou o subsídio concedido a determinados setores produtivos.
As metas propostas por esse governo incluíam a promoção da industrialização, mediante a substituição de importações de máquinas e equipamentos, e a realização de investimentos em infraestrutura.
A despeito de todas as ações empreendidas pelo governo, o produto industrial brasileiro cresceu a taxas muito baixas ao longo de todo o período de vigência desse plano.
A partir da elaboração desse plano, o governo ampliou suas funções, passando a programar e supervisionar o crescimento de setores industriais específicos.
No dizer de Celso Lafer, o Plano de Metas da Era Juscelino, pela sua complexidade e impactos esperados, e comparado com tentativas anteriores, pode ser considerado como a primeira experiência efetivamente posta em prática de planejamento governamental no Brasil. A decisão de planejar apoiou-se em vários conceitos e critérios. A respeito do assunto, assinale a opção correta.
Os pontos de estrangulamento se originavam da desarticulação entre os diferentes setores da produção interna, que operavam de modo isolado e independente.
Os pontos de germinação consistiam no desenvolvimento de ações que desencadeariam o crescimento de setores capazes de gerar excedentes líquidos no comércio exterior.
As dificuldades anteriores do balanço de pagamentos deveriam impor maiores controles do comércio exterior, fixando-se limitações à capacidade de importar.
Os critérios indiretos adotados com vistas à substituição de importações levaram em consideração a ideia da demanda derivada de outras metas, dada a percepção de interdependência com a economia mundial.
A educação, como um dos pilares do Plano, levava em consideração futuros obstáculos pela insuficiência de pessoal técnico decorrente da própria implementação do Plano.
Assinale a opção correta, no tocante à economia brasileira a partir da aceleração dos processos de industrialização e urbanização.
A visão estruturalista de inflação não estava associada ao processo de substituição de importações.
Os incentivos para a criação dos setores de consumo durável e de capital não integraram o Plano de Metas de Juscelino Kubitschek.
A década de 30 do século passado corresponde ao período em que houve forte retração do setor industrial brasileiro, devido ao que ficou conhecido como industrialização por substituição de importações.
A lógica do Plano de Metas de Juscelino Kubitschek supera o processo de substituição de importações, pois procurou promover a montagem de uma estrutura industrial integrada.
A tendência ao desequilíbrio externo não se constituiu em uma dificuldade para implementação do processo de substituição das importações.
Assinale a opção correta acerca dos planos de estabilização da economia brasileira.
No Plano Real, a valorização da nova moeda contribuiu para baixar a inflação, acabar com a deterioração da balança comercial e diminuir a vulnerabilidade frente às crises externas.
A condução do II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND) não foi acompanhada pelo aumento da dívida externa, mas pelo significativo aumento da dívida interna.
Sob a regência do II PND, o controle sobre o reajuste de preços e tarifas foi uma das causas do aumento no endividamento externo das empresas estatais.
O Plano de Metas do Governo Kubitschek foi implementado com sucesso, alcançando a maioria das metas para o setor público e privado. Nesse período, a economia cresceu com taxas aceleradas e ambiente político democrático, mas perdeu o controle sobre a estabilidade do nível de preços.
O Plano Collor, ao contrário do Plano Cruzado, considerou a hipótese de inercialidade da inflação como um de seus fundamentos.
O Plano de Metas adotado no governo de Juscelino Kubtschek pode ser considerado um grande auge do período da industrialização brasileira. Neste sentido, uma das alternativas abaixo NÃO completa corretamente a frase destacada.
“O governo J.K. utilizou o instrumento do planejamento, por meio do Plano de Metas”:
para sintetizar a sua proposta política de desenvolvimento industrial acelerado.
como uma ideologia desenvolvimentista para escapar do chamado subdesenvolvimento.
para avançar na industrialização, cujo um dos símbolos do crescimento do PIB foi a indústria automobilística.
pois estimulou decisivamente o Processo de Substituição de Importações PSI.
pois estava voltado aos investimentos de infraestrutura interna para ampliar significativamente as exportações de produtos industriais.
No período de vigência do Plano de Metas, o rápido crescimento do PIB foi impulsionado pela expansão do setor industrial, liderada pela produção de bens de consumo duráveis.
O Plano de Metas adotado no governo Juscelino Kubitschek proporcionou a expansão da indústria de bens de consumo duráveis por meio de concessão de incentivos fiscais que viabilizaram a expansão de outros setores industriais e a geração de empregos. Apesar de representar o fim do processo de substituição das importações, esse plano não conseguiu superar as metas estabelecidas na maioria dos setores da indústria.
O Plano de Metas proposto pelo presidente Juscelino Kubitschek é considerado um ambicioso conjunto de medidas setoriais para o controle inflacionário da época.
No âmbito do Plano de Metas, além dos investimentos estatais em infra-estrutura e o estímulo à produção de bens intermediários, destacaram-se, também, os incentivos à indústria de bens de consumo duráveis, considerada importante fonte de crescimento.
O objetivo do Plano de Metas era promover a industrialização integrada da economia brasileira particularmente no que diz respeito à produção de bens de consumo duráveis, como foi o caso da indústria automobilística.
Para viabilizar o Plano de Metas, instaurou-se um amplo sistema protecionista — mediante tarifas aduaneiras e sistema cambial que reduzia os preços das importações de insumos e bens de capital — com a finalidade de isolar a indústria doméstica da concorrência internacional e atrair capital externo sob a forma de investimentos diretos.
A implementação do plano de metas contou com a adoção de um sistema protecionista combinado com a fixação de taxas de câmbio que subsidiavam as importações de insumos básicos e bens de capital.
O Plano de Metas (1956-60) foi um super ambicioso conjunto de objetivos setoriais do Governo JK e teve todas as suas metas alcançadas.
As proposições abaixo dizem respeito ao Plano de Metas (1956-1961).
I - Entre as técnicas de planejamento utilizadas no Plano de Metas destacaram-se a identificação de pontos de estrangulamento e pontos de germinação.
II - A elevação da produção de petróleo no País foi um fator essencial para o sucesso do Plano de Metas.
III - A política de valorização do café foi um dos pontos mais importantes para viabilizar a implementação do Plano de Metas.
É(São) correta(s) apenas a(s) proposição(ões):
I.
II.
III.
I e II.
I e III.
A dinâmica da demanda agregada alcançada pelo Plano de Metas ocasionou acelerações inflacionárias neste mesmo período.