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O Convênio de Taubaté caracterizou-se como um acordo entre os governos dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A respeito das características desse convênio, é correto afirmar que
os governos comprariam os excedentes de exportação de café com o objetivo de restabelecer o equilíbrio entre a oferta e a demanda internacionais, aumentando o preço do produto.
os governos estaduais deveriam estimular o aumento da produção de café.
um dos objetivos desse convênio era reduzir o preço do café para ampliar o mercado consumidor.
esse convênio teve o intuito de facilitar o consumo de café pela população mais pobre.
esse convênio visava à venda de café estocado pelos governos para o levantamento de recursos que financiassem uma política de estímulo à indústria de bens de consumo não duráveis.
Um dos argumentos para a recuperação econômica estava ligado ao fato de que a demanda agregada teria sido sustentada por políticas expansionistas de gastos, especialmente pela aquisição de café para posterior destruição; ademais, o Instituto de Café do Estado de São Paulo foi gradualmente marginalizado do processo decisório relativo à política cafeeira e substituído por órgãos federais.
Certo
Errado
A baixa elasticidade-preço do café associada à expansão da oferta do produto levou à necessidade de criação de medidas de proteção definidas pelo Convênio de Taubaté — como resultado, o governo comprou estoques de café financiados com a criação de um imposto de exportação.
Certo
Errado

De acordo com a interpretação clássica de Celso Furtado, a principal consequência, no longo prazo, da política de Vargas de destruir os estoques excedentes da produção de café, como forma de minorar os impactos adversos decorrentes da grande depressão da década de 1930, foi
“No último decênio do século XIX, criou-se uma situação excepcionalmente favorável à expansão da cultura do café no Brasil”. (FURTADO, 2003, p.186)
Tendo como base o trecho destacado acima, indique a alternativa que NÃO corresponde ao período citado.
Uma das críticas ao argumento da teoria dos choques adversos, defendida pela CEPAL, é o efeito negativo dos programas de valorização do café sobre o crescimento industrial.
A participação da indústria no PIB brasileiro cresceu significativamente a partir da década de 30 (do século XX). De acordo com Celso Furtado, esse movimento determinou um deslocamento do centro dinâmico da economia brasileira, passando o mercado interno a ser o principal fator de formação da renda interna. A política de valorização do café no Governo Vargas contribuiu para essa mudança de perfil econômico no Brasil porque:
garantiu a manutenção do nível de renda da economia brasileira e, portanto, do mercado interno, diante do quadro de crise mundial no período.
permitiu a formação de uma classe empresarial moderna e voltada para empreendimentos industriais de alta sofisticação para o período.
estimulou a entrada de recursos externos necessários à viabilização dos investimentos industriais no País.
foi responsável pela urbanização da economia brasileira e a conseqüente formação de um importante mercado interno.
determinou grandes investimentos em infra-estrutura no Brasil, aspecto crucial para o deslanche dos investimentos industriais.
A política de valorização do café no Brasil, iniciada em 1906 no Convênio de Taubaté e recorrentemente utilizada para evitar quedas significativas no preço internacional do produto, apresentava como principais determinantes a(o):
punição de produtores de café que ultrapassassem as cotas de produção pré-determinadas pelo governo central, visando à manutenção dos preços internacionais do produto.
busca de maior diversificação produtiva nas áreas de plantio do café, evitando a forte dependência dos produtores em relação a um único item.
impedimento do plantio de novas áreas para a produção de café, determinando uma drástica redução estrutural da oferta internacional de café.