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Ocorreu uma redução do número de estabelecimentos industriais nas capitais e um aumento do número desses estabelecimentos no interior dos estados.
Alguns modelos macroeconômicos trabalham com a hipótese de que o salário não se ajusta conforme um modelo tradicional de oferta e demanda por trabalho, existindo, assim, uma certa "rigidez salarial". Tal rigidez é sustentada pelas teorias do "salário eficiência". Estas teorias sustentam que:
os salários são rígidos pela ausência do fator "eficiência" no mercado de trabalho, caracterizado sempre pelo excesso de oferta
os salários são reajustados de acordo com a eficiência do trabalho. Como esta é constante no curto prazo, as empresas não aumentam os salários, mesmo quando há excesso de demanda no mercado de trabalho
salários mais elevados tornam os trabalhadores mais produtivos, o que pode explicar porque determinadas empresas não reduzem salário, mesmo quando há excesso de oferta no mercado de trabalho
problemas de assimetria de informação no mercado de trabalho explicam por que os salários são rígidos no sentido ascendente
os salários em grandes empresas tendem a variar apenas em função de alterações na demanda por mão-de-obra, já que a oferta é rígida no curto prazo. Assim, se a demanda é alta, o salário também tende a ser alto; e esse aumento em geral está relacionado com os ganhos de eficiência por parte das empre-sas.
Considere as seguintes afirmativas:
I - Entende-se por diferenciação compensatória de salários a diferença de salários que compensa os trabalhadores por aspectos não pecuniários indesejáveis dos trabalhos;
II - A diferenciação compensatória de salários decorre de algum tipo de discriminação no mercado;
III - Restrições institucionais podem causar diferenciações salariais.
Pode-se afirmar que
O mercado de trabalho agregado em uma economia é caracterizado pelo equilíbrio derivado a partir de duas regras: uma de fixação de salários nominais (RS), e uma de fixação de preços (RP). A regra de fixação de salários nominais é dada por W = P x F(U), sendo W o nível de salários nominais agregado, P o nível de preços agregado, e F(u) uma função da taxa de desemprego, com primeira derivada negativa. A regra de fixação de preços é dada por P = (1+µ )W, onde m é a taxa de mark-up sobre os custos, que aqui limitam-se aos salários nominais. Rearranjando estas duas regras algebricamente, temos as seguintes relações:
O ponto de equilíbrio dado pelos valores que satisfazem simultaneamente as duas relações acima, determinando a taxa natural de desemprego u*, pode ser visto graficamente:
No contexto do modelo acima, uma política de regulação de preços por parte do governo, que tenha o efeito de reduzir o nível de mark-up(m ) terá o efeito de
aumentar o desemprego natural e o salário real
aumentar o desemprego natural e diminuir o salário real
diminuir o desemprego natural e aumentar o salário real
diminuir o desemprego natural e o salário real
deixar constantes o desemprego natural e o salário real
Em relação ao mercado de trabalho brasileiro, no período recente, é incorreto afirmar que
se verifica uma precarização do emprego, especialmente no setor de serviços privados
apesar de se verificar um aumento nas taxas de desemprego, constata-se uma diminuição nas taxas de subemprego e rotatividade da mão-de-obra
se observa um crescimento das taxas de desemprego aberto e do grau de informalização do pessoal ocupado
se verifica uma tendência à desregulamentação no mercado de trabalho
se verifica uma tendência à sonegação fiscal no mercado de trabalho