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No longo prazo a demanda por trabalho é mais elástica em relação ao salário do que no curto prazo. Isso é verdade porque, em longo prazo, quando o salário sobe:
a empresa contratará mais mão-de-obra.
a empresa terá lucro zero.
a empresa adquirirá mais capital.
a empresa pode estabelecer o preço dos produtos
a empresa terá lucro maior do que zero.
De acordo com o IBGE, os trabalhadores desalentados são aqueles que desistem de procurar emprego porque:
não encontram qualquer tipo de trabalho ou não encontram trabalho com remuneração adequada ou de acordo com suas qualificações.
não pertencem a nenhum sindicato.
não estão dispostos a trabalhar, independentemente do salário, pois valorizam o lazer acima de todas as coisas.
trabalharam efetivamente menos de 40 horas em todos os trabalhos da semana de referência.
trabalharam efetivamente mais de 40 horas em todos os trabalhos da semana de referência.
No Brasil, o mercado informal de trabalho tem crescido porque:
a demanda de mão-de-obra do setor informal é infinitamente inelástica em relação ao salário real.
as empresas que operam no setor informal estão operando a plena capacidade.
os trabalhadores do setor informal são mais eficientes que os do setor formal
os custos trabalhistas do setor formal são muito elevados.
os salários pagos no setor informal são mais elevados
Apesar de as mudanças institucionais originadas do texto constitucional vigente terem impacto no custo da mão-de-obra e no ônus da demissão, não há evidência empírica clara de que elas tenham produzido impacto significativo no nível de emprego da economia.
Em termos de absorção de mão-de-obra, está em curso um processo de desconcentração setorial, sendo que os setores mais tradicionais e ligados ao comércio exterior estão absorvendo contingentes crescentes da mão-de-obra industrial e reduzindo, de forma marcante, o impacto do aumento de produtividade na oferta de emprego.
Houve crescimento do emprego industrial na região Centro-Oeste, principalmente em segmentos tradicionais, produtores de consumo não-duráveis ou semi-duráveis.
Houve redução na participação da região Sudeste no emprego industrial, inclusive em setores considerados mais modernos, como material de transporte, mecânica, material elétrico e de comunicação.
Com base nos dados apresentados, é correto concluir que o salário médio do trabalhador brasileiro é inferior ou igual a R$ 360,00.
Na década passada, um fenômeno importante foi a elevação do número de trabalhadores sem carteira assinada, o que está relacionado com o processo de terceirização e subcontratação, como parte da reestruturação produtiva.
Entre os estados com maior crescimento no emprego industrial, destaca-se a Bahia, que passou a ser o estado nordestino com maior contingente de mão-de-obra na indústria.
O Nordeste presenciou, ao longo da década de 90, um considerável crescimento do emprego industrial, especialmente na Bahia e em Pernambuco, impulsionado por investimentos que se beneficiavam de menores salários e incentivos fiscais consideráveis.
Na década passada, persistiram diferenças regionais importantes no produto por trabalhador no setor de construção civil, ressaltando-se a baixa produtividade em vários estados do Sul e do Sudeste, em função da absorção relativa de um número consideravelmente mais elevado de trabalhadores de baixa qualificação.
Com a liberalização do comércio internacional, os salários dos trabalhadores qualificados tendem a ser reduzidos nos países desenvolvidos, enquanto os salários dos trabalhadores não-qualificados são reduzidos nos países em desenvolvimento.
Há evidência clara de que houve significativa transferência de emprego industrial da região Sudeste para a região Nordeste.
A idade média em que o trabalhador em geral (independentemente do seu sexo) começa a trabalhar está entre 13 anos e 14,4 anos.
Os trabalhadores não-negros ganham em média 42% a mais que os trabalhadores negros.
Nos estados da região Sul, o impacto do Mercosul foi mais significativo, já que a proximidade do mercado argentino favoreceu a especialização, com redução importante do emprego industrial e grande elevação do contingente de mão-de-obra empregada na agricultura.
O desemprego e a desregulamentação das leis do trabalho são conseqüências da grande e crescente migração de pobres para as áreas de alta concentração industrial urbana.
A dinâmica espacial do emprego industrial nos últimos 10 anos não foi marcada por movimentos importantes, já que a distribuição regional e estadual do emprego industrial se manteve, fundamentalmente, inalterada.
As mudanças tecnológicas e organizacionais tiveram impacto importante na estrutura produtiva nacional, na medida em que permitiram uma maior desconcentração da atividade e do emprego, favorecendo as regiões do país menos dinâmicas pelo estabelecimento de novos agrupamentos de empresas (clusters).