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A desindustrialização pode ser entendida como queda persistente da participação da manufatura no emprego e/ou no valor adicionado, podendo ser “natural” (por crescimento de serviços com alta produtividade relativa) ou “prematura” (antes de atingir alta renda). No Brasil, debate envolve câmbio, produtividade, competição externa e estrutura tributária. Dessa forma, assinale CORRETAMENTE a evidência compatível com a desindustrialização “prematura”.
Substituição de manufatura por serviços de alta produtividade exportável.
Aumento do share industrial com expansão de exportações manufatureiras.
Crescimento industrial acima do Produto Interno Bruto (PIB) por longos períodos.
Redução do emprego industrial combinada a estagnação de produtividade agregada.
Considere o cenário econômico de um país em que a maioria dos trabalhadores possui habilidades específicas para determinadas ocupações e enfrenta dificuldades significativas para mudar de emprego.
Nesse contexto, uma das características da estrutura de mercado de fatores de produção conhecida como concorrência no mercado de trabalho é
a alta mobilidade de trabalhadores entre diferentes ocupações, salários uniformes para todos os trabalhadores e a livre negociação entre empregadores e trabalhadores.
a baixa mobilidade de trabalhadores entre diferentes ocupações, salários uniformes para todos os trabalhadores e restrições governamentais à negociação salarial.
a baixa mobilidade de trabalhadores entre diferentes ocupações, salários diferenciados de acordo com a produtividade e a livre negociação entre empregadores e trabalhadores.
a alta mobilidade de trabalhadores entre diferentes ocupações, salários diferenciados de acordo com a negociação sindical e restrições governamentais à contratação de trabalhadores.
A reestruturação produtiva possui um viés da reestruturação maior do capitalismo que traz mudanças tanto de ordem técnico-econômicas quanto as socio institucionais que ocorrem em um determinado espaço. Nesse sentido, é incorreta a seguinte afirmação:
A flexibilização do trabalho, promovida pela Reestruturação Produtiva, fundamentou-se nos conceitos do sistema fordista/taylorista de produção.
Sua inserção no mundo capitalista está diretamente associada ao processo de implementação do Neoliberalismo enquanto sistema econômico.
Houve o processo de desregulamentação do trabalho, instrumentalizado pela total desarticulação do sistema produtivo, acarretando a multiplicação de contratos precários de trabalho e a diminuição média dos salários, gerada pela elevação dos índices de desemprego.
A Reestruturação Produtiva apenas se efetivou em virtude dos avanços proporcionados pelas inovações tecnológicas, que permitiram uma maior eficiência no processo produtivo, minimizando erros e acelerando a produção.
Uma das consequências foi a elevação do chamado emprego temporário, quando as indústrias contratam funcionários apenas em épocas de grande demanda na produção.
Na década passada, um fenômeno importante foi a elevação do número de trabalhadores sem carteira assinada, o que está relacionado com o processo de terceirização e subcontratação, como parte da reestruturação produtiva.