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A inflação é um fenômeno macroeconômico complexo, cujas causas e mecanismos de propagação são objeto de diferentes interpretações teóricas. A literatura econômica distingue, entre outras, as abordagens monetaristas, keynesiana, estruturalista e inercial para explicar o processo inflacionário. Considere uma economia que, nos últimos dois anos, apresenta as seguintes características:
• taxa de inflação anual em torno de 8%;
• crescimento da oferta monetária (M1) de 12% ao ano;
• aumento dos salários reais de 3% ao ano;
• gargalos de infraestrutura nos setores de energia e transporte;
• choque de preços de commodities importadas (petróleo e alimentos).
Com base nas diferentes teorias da inflação, assinale a alternativa correta.
A Teoria Quantitativa da Moeda, em sua versão moderna (Friedman), atribui a inflação exclusivamente a choques de oferta, como os gargalos de infraestrutura e o aumento dos preços das commodities importadas, que deslocam a curva de oferta agregada para a esquerda.
A visão keynesiana da inflação, representada pelo conceito de hiato inflacionário, explica o fenômeno como resultado de pressões de demanda que ocorrem quando o gasto agregado excede a capacidade produtiva da economia em pleno emprego. Nesse caso, o crescimento da oferta monetária seria uma consequência, não a causa, do processo inflacionário.
A Teoria Estruturalista da inflação, desenvolvida, sobretudo, nas décadas de 1950 e 1960 como uma reação ao monetarismo, argumenta que a inflação em países em desenvolvimento é causada exclusivamente por expectativas inerciais, sendo irrelevantes as mudanças na estrutura produtiva e os gargalos setoriais.
A Teoria da Inflação Inercial, que embasou os programas de estabilização brasileiros das décadas de 1980 e 1990, sustenta que a inflação é inteiramente explicada pela demanda agregada, podendo ser combatida exclusivamente com políticas monetárias contracionistas.
De acordo com a abordagem monetarista, a inflação é sempre, e em toda parte, um fenômeno monetário, mas choques de oferta e gargalos estruturais podem gerar aumentos temporários de preços, que, se não forem acomodados por expansão monetária, não se transformam em inflação persistente.
Conforme Mankiw (2015), considerando a equação quantitativa M*V = P*Y, em que M é a quantidade de moeda na economia, V é a velocidade renda da moeda, P é o deflator do PIB e Y é o PIB real, assinale a opção correta.
Os saldos monetários reais são afetados positivamente com um aumento em V.
O PIB nominal não é afetado por um aumento em V.
O PIB real é afetado negativamente por um aumento nos saldos monetários reais.
Uma menor circulação de moeda na economia eleva os saldos monetários reais.
O PIB real não possui relação com os saldos monetários reais.
Acerca da teoria quantitativa da moeda (TQM), assinale a opção correta.
A neutralidade da moeda na TQM é um resultado de longo prazo.
A TQM preconiza que o produto é função de variáveis nominais.
De acordo com a TQM, a moeda é sempre neutra.
Segundo a TQM, o aumento da oferta de moeda gera aumento do nível geral de preços na mesma proporção.
Apesar de a TQM estabelecer que o aumento da oferta de moeda acarreta elevação do nível geral de preços da economia, essa variação não precisa ser proporcional, segundo a abordagem de Cambridge.
Dentre os modelos de distribuição de probabilidade, se destaca a distribuição de Poisson. Suas características e aplicações inclui
a média e a variância são iguais à taxa média de ocorrência dos eventos naquele intervalo de tempo ou espaço.
a possibilidade de calcular a probabilidade de que o primeiro sucesso ocorra em determinada tentativa.
o experimento admite apenas dois resultados, mutuamente exclusivos.
a permissão de um número finito de repetições de um experimento aleatório.
A teoria quantitativa da moeda sugere que o nível de preços é diretamente proporcional à quantidade de moeda em circulação. Baseando-se nesse princípio, assinale como uma política de expansão monetária, onde o banco central imprime mais dinheiro, afeta tipicamente a economia a curto prazo.
Aumenta a inflação e reduz o valor real da moeda, sem efeitos significativos sobre o crescimento econômico.
Reduz a inflação e aumenta a capacidade de poupança dos indivíduos, estimulando o investimento.
Aumenta tanto a inflação quanto o crescimento econômico, por meio do efeito multiplicador sobre o consumo e o investimento.
Diminui tanto a inflação quanto a taxa de desemprego, promovendo estabilidade econômica e crescimento.
Não tem impacto sobre a inflação ou o crescimento econômico, pois os ajustes de preços neutralizam o aumento da oferta de moeda.
Em uma economia aberta com câmbio flutuante, se o produto de equilíbrio for determinado pelas condições do mercado de trabalho, haverá relação causal entre moeda e preços, como estabelece a teoria quantitativa da moeda.
Certo
Errado
De acordo com a Teoria Quantitativa da Moeda, as variações na oferta monetária têm consequências, a curto prazo,
na renda nacional.
no nível de emprego.
no volume de meios de pagamento.
na capacidade ociosa da indústria.
no nível geral de preços.
Considere as proposições a seguir para uma economia hipotética.
I – Considerando um dado nível de renda, havendo um aumento nos gastos do governo financiado através da emissão de títulos, sem aumento de impostos, isto acarretará na queda da taxa de juros.
II – Um aumento na emissão de moeda, correspondente a 15% do quantitativo em circulação, conforme monetaristas, ocasionará em períodos de estagnação em um imposto inflacionário na mesma proporção.
III - O valor do multiplicador dos gastos do governo esta diretamente ligado a variação da propensão marginal a consumir dos consumidores.
Está correto o que se afirma APENAS em:
I e II.
I, II e III.
II e III.
I e III.
Nenhuma das alternativas.
A demanda por moeda de uma economia é a soma das demandas individuais por moeda dos agentes num determinado período. No modelo clássico, a demanda por moeda é função da
taxa de juros.
taxa de câmbio.
renda.
riqueza.
A equação de trocas da Teoria Quantitativa da Moeda expressa uma relação entre o nível geral de preços P, os meios de pagamento M, o produto Y e a velocidade de circulação da moeda V. Considere que os meios de pagamento estejam crescendo à taxa instantânea m, o produto à taxa y e a velocidade de circulação da moeda à taxa v. Então, pode-se dizer que a taxa instantânea de variação dos preços é igual a:
mv/y
my−v
vy/m
mv−y
m+v−y
Uma economia tem a demanda por moeda dada pela seguinte equação: Md=PY(0,5-i), sendo, PY a renda nominal, i a taxa de juros nominal. Considerando que a renda nominal é 1.500 e que o banco central ajusta a base monetária de forma a manter a taxa de juros em 8%. Assinale a alternativa que representa CORRETAMENTE a velocidade-renda de circulação da moeda.
2,63.
2,80.
3,10.
3,54.
No início do ano de 1999, com a desvalorização do Real, ocorreu, por um breve período, um processo de corrida bancária no Brasil.
Considerando a equação quantitativa da moeda, e que a economia esteja em pleno emprego, esse processo tende a
elevar a velocidade de circulação da moeda, pressionando a inflação, reduzindo o saldo monetário médio retido pelos agentes e, portanto, diminuindo a demanda real por moeda.
elevar a velocidade da renda monetária, reduzindo o coeficiente marshaliano, ampliando o saldo monetário médio retido pelos agentes e, consequentemente, ampliando a demanda real por moeda.
reduzir a velocidade da moeda, reduzindo o coeficiente de Cambridge, gerando deflação e elevando a demanda real por moeda.
reduzir a velocidade da moeda e o produto nominal, gerando pressão inflacionária e redução do desemprego.
elevar a demanda real por moeda e o produto real, o que mantém constante a velocidade da renda da moeda.
Uma economia registrou os dados a seguir especificados:
ESPECIFICAÇÃO---------------- VALOR ( unidades monetárias $ )
Renda Nacional Nominal............................ 8.000
Meios de Pagamento................................. 2.000
Verifica-se que o valor da velocidade renda da moeda corresponde a:
1/2
1/4
3/4
2
4
De acordo com a Teoria Clássica, uma redução na oferta de moeda desloca a curva da demanda de longo prazo para a esquerda. Conclui-se que as consequências sobre o nível de preço e sobre o nível de produto, respectivamente, correspondem a:
redução / elevação
elevação / redução
redução / manutenção
elevação / manutenção
manutenção / elevação
De acordo com a teoria quantitativa da moeda, como a velocidade de circulação e o produto potencial não dependem da quantidade de moeda, no longo prazo, o aumento percentual nos preços é igual ao aumento percentual na oferta monetária.
De acordo com a Teoria Quantitativa da Moeda, a velocidade de circulação da moeda é:
endógena e constante no longo prazo;
endógena e constante no curto prazo;
exógena e constante no curto prazo;
exógena e variável no curto prazo;
sempre variável.
Num determinado período, o produto real e o nível geral de preços de um sistema econômico se expandiram de 12% e 8,5%, respectivamente. De acordo com a Teoria Quantitativa da Moeda, podese afirmar que a variação dos meios de pagamento é igual a:
21,52%
20,50%
3,50%
3,22%
Como a velocidade-renda da moeda é constante, conforme postula a teoria quantitativa da moeda, a taxa de inflação é controlada pelo BACEN, visto que é essa instituição que controla, também, a oferta monetária.
Uma economia hipotética, num determinado período, registrou aumento de 8% na renda e de 37,7% no volume de meios de pagamento, mantendo constante a velocidade de circulação da moeda. De acordo com a Teoria Quantitativa da Moeda, a variação verificada no nível de preços, no mesmo período, é de:
27,50%
30,16%
41,27%
127,50%
147,21%