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Leia o texto a seguir.


Para o ensino da dança, há que se considerar que o seu aspecto expressivo se confronta, necessariamente, com a formalidade da técnica para sua execução, o que pode vir a esvaziar o aspecto verdadeiramente expressivo. Nesse sentido, deve-se entender que a dança como arte não é uma transposição da vida, senão sua representação estilizada e simbólica. Mas, como arte, deve encontrar os seus fundamentos na própria vida, concretizando-se numa expressão dela e não numa produção acrobática.


SOARES, C. L. et al. Metodologia do Ensino da Educação Física. Ed. Cortez, São Paulo, 1992, p. 58.


O trato do conhecimento das atividades rítmicas e expressivas deve abarcar todas as dimensões constitutivas dessas enquanto objetivações que expressam a genericidade humana. Se atendo a essa exigência pedagógica e epistemológica, Soares et. al (1992) indicam três fundamentos relativos ao desenvolvimento técnico, que são:


A

enredo (sequência das ações e gestos), musicalidade (sistematização sonora) e estética (conjunto das dimensões expressivas e artísticas).


B

história (articulação do tempo passado, presente e futuro), tempo (organização das ações no espaço) e deslocamento (sentido e direções dos movimentos).


C

ritmo (cadência, estruturas rítmicas), espaço (formas, trajetos, volumes, direções, orientações) e energia (tensão, relaxamento, explosão).


D

cenário (espaço destinado à apresentação), ateliê (espaço destinado à produção estética) e coreografia (sistematização da motricidade em forma de arte).