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A obesidade infantil constitui um dos principais desafios de saúde pública contemporâneos, estando associada a alterações metabólicas (resistência à insulina, dislipidemia), hemodinâmicas (elevação da pressão arterial) e estruturais cardíacas (remodelamento ventricular), além de menor aptidão cardiorrespiratória. Embora a morte súbita em ambiente escolar seja evento raro, a literatura aponta que eventos cardiovasculares em crianças e adolescentes estão frequentemente associados a cardiopatias estruturais ou arritmogênicas previamente não diagnosticadas, podendo o excesso de adiposidade atuar como fator agravante em determinados contextos (AHA; WHO). No contexto das aulas de Educação Física Escolar, considerando o papel do professor na promoção da saúde e na prevenção de riscos, é CORRETO afirmar que:
a obesidade infantil, por si só, constitui contraindicação absoluta para participação em aulas que envolvam esforço físico moderado.
a ocorrência de morte súbita em ambiente escolar está majoritariamente relacionada ao aumento agudo da frequência cardíaca induzido por atividades recreativas, independentemente de condições clínicas prévias.
o professor de Educação Física deve excluir sistematicamente estudantes com obesidade de atividades que elevem a frequência cardíaca, como estratégia preventiva.
a organização pedagógica das aulas deve contemplar progressão de intensidade, observação de sinais e sintomas de alerta (dor torácica, síncope, dispneia desproporcional), incentivo à avaliação médica quando indicada e promoção de práticas inclusivas, considerando que a morte súbita geralmente está associada a cardiopatias prévias não diagnosticadas e não exclusivamente à obesidade.
a principal estratégia preventiva consiste em restringir atividades aeróbias e priorizar exclusivamente exercícios de baixa demanda metabólica.