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A prática da Dança Sênior ultrapassa o campo técnico-motor, inserindo-se na ética do cuidado integral e da valorização da vida. Essa abordagem dialoga com princípios humanísticos do envelhecimento ativo. Considerando seus fundamentos, é correto afirmar que:
Os princípios epistemológicos da Dança Sênior devem problematizar criticamente as racionalidades biopolíticas contemporâneas, desvelando os mecanismos de governamentalidade que produzem normas de conduta, performance e existencialidade para os sujeitos envelhecidos.
As metodologias da Dança Sênior devem desconstruir perspectivas gerontológicas tradicionais, problematizando epistemologicamente os dispositivos biopolíticos que produzem narrativas de declínio e inadequação social associadas ao envelhecimento, sem necessariamente questionar os mecanismos institucionais de normalização dos corpos.
Os fundamentos fenomenológicos da Dança Sênior exigem uma desarticulação crítica das matrizes biomédicas de compreensão do corpo, reconhecendo a corporeidade como território existencial atravessado por tensões sociais, econômicas e culturais que extrapolam modelos funcionalistas de interpretação do envelhecimento.
A implementação da Dança Sênior pressupõe uma análise genealógica das tecnologias de produção de subjetividade no campo gerontológico, problematizando os dispositivos de saber-poder que naturalizam representações estigmatizantes sobre a velhice e seus processos de significação.
A Dança Sênior compreende o idoso como sujeito de experiências acumuladas, potencialidades expressivas e sabedoria existencial, utilizando o movimento como meio de expressão identitária, comunicação afetiva e dignificação da existência.