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Um Técnico responsável por uma equipe de competição sub-14 (13 e 14 anos), durante o macrociclo identifica que três bailarinos entraram no pico do estirão de crescimento (PHV - Peak Height Velocity). Clinicamente, eles apresentam uma redução temporária na coordenação motora fina e uma perda significativa de flexibilidade nos isquiotibiais, o que tem prejudicado a execução técnica de movimentos que antes dominavam. Segundo a literatura contemporânea sobre maturação biológica e treinabilidade (Gallahue; Balyi; Malina), a intervenção metodológica CORRETA para este microciclo específico é:
Deve-se aproveitar a alta plasticidade neural desta fase para intensificar o treinamento de "repetição bloqueada" dos gestos técnicos falhos, visando corrigir imediatamente os engramas motores que foram desajustados pelo crescimento ósseo.
O foco deve ser o desenvolvimento da força hipertrófica máxima, aproveitando o aumento da testosterona circulante típico da puberdade para aumentar a massa muscular, o que compensará mecanicamente a instabilidade articular gerada pelo crescimento.
É imperativo aumentar o volume do treinamento de flexibilidade passiva estática para níveis submáximos (escala de dor 7-8), pois a tensão gerada pelo crescimento ósseo deve ser combatida agressivamente para evitar que o encurtamento se torne uma barreira mecânica permanente na vida adulta.
A ênfase deve recair sobre o reajuste do esquema corporal e a propriocepção, mantendo-se a flexibilidade através de alongamentos dinâmicos e ativos, evitando-se cargas intensas de tração passiva nas inserções tendinosas devido ao risco elevado de osteocondroses (como Osgood-Schlatter).