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No campo da Educação Física, a articulação entre lazer, cultura corporal, planejamento da intervenção e promoção ampliada da saúde afasta compreensões que reduzem a prática corporal tanto à lógica estrita do rendimento quanto à mera ocupação indiferenciada do tempo disponível.
Nessa perspectiva, o lazer corporal não se define pela ausência de intencionalidade técnica, nem se confunde com recreação desprovida de critério organizativo. Sua inserção em programas e ações da área pressupõe reconhecer que as práticas corporais são histórica e socialmente produzidas, portadoras de sentidos diversos e passíveis de organização profissional sem perda de sua dimensão participativa.
Com base nessa compreensão, indique a alternativa CORRETA.
A inserção do lazer no campo da Educação Física exige que as práticas corporais sejam organizadas prioritariamente por metas funcionais mensuráveis, porque a promoção da saúde depende, em sentido técnico, da centralidade do condicionamento físico como finalidade dominante da intervenção.
A compreensão do lazer corporal como dimensão da cultura corporal admite organização técnico-profissional da prática, desde que essa intervenção não a reduza nem a entretenimento sem direção, nem a mecanismo subordinado exclusivamente ao rendimento ou ao condicionamento físico.
A noção de cultura corporal autoriza compreender o lazer como experiência socialmente situada, mas sua incorporação à intervenção profissional pressupõe reduzir a variabilidade espontânea das práticas, para que a organização técnica preserve unidade metodológica e controle rigoroso dos resultados.
A promoção ampliada da saúde, quando relacionada ao lazer corporal, depende de que a intervenção profissional suspenda finalidades previamente definidas, pois a presença de objetivos metodológicos tende a deslocar a prática para fora do campo próprio da fruição, da participação e da autonomia dos sujeitos.
O planejamento da intervenção em práticas corporais de lazer somente se justifica tecnicamente quando a experiência proposta deixa de possuir centralidade cultural própria e passa a cumprir função acessória dentro de programas orientados por metas gerais de adesão e ocupação do tempo livre.