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Na análise cinesiológica do movimento humano, o Professor de Educação Física lida frequentemente com músculos biarticulares, cuja complexidade de ação exige cautela na prescrição. Um caso clássico da biomecânica é o "paradoxo do psoas". Com base nos compêndios de cinesiologia estrutural, como esse fenômeno se manifesta em um exercício de flexão de quadril, como por exemplo, a elevação de ambos os membros inferiores?
O psoas atua apenas como extensor do tronco; logo, ao realizar a elevação dos membros inferiores, ele se desliga por completo, transferindo o torque só para o músculo reto femoral e isquiotibiaís.
Como o psoas flete o quadril, sua contração biarticular tracíona as vértebras lombares para frente e para baixo. Se não houver forte estabilização (contração) isométrica dos músculos abdominais, ocorrerá uma inclinação pélvica anterior, gerando o "paradoxo" da hiperextensão da região lombossacral.
O paradoxo ocorre porque o psoas realiza trabalho positivo sobre a coluna torácica enquanto realiza trabalho negativo no fêmur, provocando uma rotação posterior da pelve que anula a necessidade de ação dos músculos retos do abdome.
O paradoxo refere-se à ação do psoas como sinergista do glúteo máximo; durante o exercício, ele obrigatoriamente produz flexão de joelhos enquanto tenta estender o quadril em cadeia cinética fechada.