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O movimento higienista no Brasil, consolidado entre o final do século XIX e o início do século XX, foi liderado por uma elite médica que buscava galgar o poder estatal e intervir na organização social. Através da chamada "Medicina Social", o controle sobre os indivíduos passou a ser operado diretamente sobre o corpo, visto como uma realidade biopolítica e força de trabalho essencial para a sociedade capitalista. Nesse cenário, a Educação Física foi apropriada como um dos principais objetos de poder, servindo como instrumento pedagógico para a formação de um "novo homem" capaz de suportar as exigências da ordem política e econômica vigente. Considerando a relação histórica entre o Higienismo e a Educação Física no Brasil no início do século XX, qual era o objetivo primordial atribuído à prática de exercícios físicos e ginásticos dentro das instituições escolares e fabris?
Fomentar o lazer criativo e a autonomia dos trabalhadores, permitindo que cada indivíduo escolhesse livremente suas práticas corporais sem supervisão médica ou estatal.
Priorizar a esportivização de alto rendimento para a conquista de medalhas olímpicas, visando exclusivamente o prestígio internacional do Brasil nas competições mundiais.
Atuar como instrumento de assepsia social e moralização de hábitos, visando à regeneração da raça e à criação de corpos saudáveis e produtivos para o sistema capitalista.
Rejeitar sistematicamente os métodos de ginástica europeus, como o Francês e o Sueco, por considerá-los inadequados para a formação moral e patriótica da população brasileira.
Promover a igualdade de gêneros nas fábricas, incentivando que as mulheres abandonassem as responsabilidades domésticas para focar exclusivamente na produção industrial pesada.