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A aprendizagem motora é definida como um conjunto de processos associados à prática ou à experiência que levam a mudanças relativamente permanentes na capacidade de execução de uma tarefa. Diferentes modelos teóricos descrevem essa evolução através de estágios, sendo que a perspectiva de Bernstein e Vereijken foca em como o aprendiz gerencia os "graus de liberdade" do sistema motor para alcançar a fluidez e a economia de esforço. No processo de aprendizagem motora, especificamente no terceiro estágio (expert) proposto por Vereijken e colaboradores, o comportamento do executante é caracterizado por:
Simplificar o problema do movimento através do "congelamento" dos graus de liberdade, mantendo as articulações fixas ou agindo como uma unidade rígida.
Explorar forças adicionais passivas, como a fricção e a inércia, que são externas ao executante, mas inerentes à situação em que o movimento é realizado.
Verbalizar constantemente a tarefa para compreender suas etapas, realizando movimentos descoordenados e sem fluidez.
Liberar articulações para incorporá-las em unidades de ação chamadas estruturas coordenativas, tornando as dinâmicas da ação visíveis e fluidas.
Realizar o domínio dos graus de liberdade redundantes através da restrição temporária das articulações para evitar respostas a mudanças ambientais.