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A distinção entre o movimento cotidiano (andar, correr para um ônibus, pegar um objeto) e o movimento dançado é um tema clássico na filosofia da dança e na educação do corpo. Ao afirmar que a dança é "a arte que ensina regras para o movimento rítmico e expressivo do corpo humano, criado pelo desejo espontâneo de exprimir [...] o estado da nossa alma" (COSTA, 1962), o autor propõe uma ruptura com visões meramente instrumentais ou mecânicas do movimento. Com base nessa definição e em seus desdobramentos para o ensino da dança, assinale a alternativa que melhor interpreta o conceito de movimento dançado em oposição ao movimento cotidiano.
O movimento dançado diferencia-se do cotidiano apenas pela presença de música, uma vez que ambos compartilham a mesma estrutura biomecânica e funcional.
A dança transforma o movimento ao submetê-lo a regras rítmicas e expressivas intencionais, deslocando-o de sua função utilitária para uma função poética/comunicativa ligada à interioridade do sujeito.
O movimento cotidiano é desprovido de ritmo e expressividade, enquanto o movimento dançado é sempre espontâneo e sem qualquer aprendizado técnico.
Para Costa, a dança não se preocupa com o estado interior do indivíduo, mas apenas com a correta execução formal dos passos, sendo o "desejo espontâneo" um mero ornamento retórico.
A diferença central reside no fato de que o movimento cotidiano é sempre voluntário, enquanto o movimento dançado é sempre involuntário e catártico.