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Järvinen (Revista Brasileira de Estudos em Dança, 2025.2) examina a construção histórica da figura do coreógrafo como autor-gênio individual, vinculando esse processo a hierarquias raciais e de gênero. A autora observa que "a autoria coreográfica distinguiu a dança que era arte da dança que não era arte, ajudando a reforçar hierarquias segundo as quais, apenas a dança artística merecia consideração filosófica (estética)". Sobre essa argumentação, assinale a alternativa CORRETA.
A figura do coreógrafo como autor-gênio surgiu no século XXI com a dança contemporânea digital, não tendo relação com processos históricos anteriores ao ano 2000.
A notação da dança sempre serviu para democratizar o conhecimento coreográfico, permitindo que dançarinos de todas as origens lessem e reproduzissem qualquer obra sem hierarquias.
O artigo defende que a figura do coreógrafo individual é uma invenção da dança africana do século XVIII, posteriormente apropriada pela Europa no século XX.
Os direitos autorais coreográficos nunca foram utilizados para separar a dança artística de outras formas de dança, tendo função exclusivamente econômica.
Para a autora, a atribuição de autoria individual na coreografia não apenas separou a dança que é arte da que não é arte, mas também reforçou hierarquias raciais e de gênero, ao restringir a dignidade estética e filosófica apenas à dança artística.