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O texto de Freire (2001) dialoga com os estudos de Ann Cooper Albright sobre a presença do corpo com deficiência na dança contemporânea. A autora afirma que "assistir a um corpo deficiente dançando nos força a ver com uma dupla visão e ajuda-nos a reconhecer que, enquanto uma performance de dança é calcada nas capacidades físicas de um dançarino, essa não é limitada por ele" (ALBRIGHT, 1997, p. 58). Considerando esse conceito de "dupla visão" e suas implicações para a expressividade na dança, assinale a alternativa CORRETA.
O conceito de "dupla visão" implica que, ao assistir a um corpo com deficiência dançando, o espectador é forçado a confrontar tanto os significados simbólicos e ideológicos que esse corpo carrega (como a antítese do corpo perfeito) quanto as condições práticas e as capacidades físicas reais do dançarino, sem reduzir a performance a uma mera "superação" ou "transcendência" da deficiência.
A "dupla visão" proposta por Albright refere-se exclusivamente à necessidade de a pessoa com deficiência enxergar a si mesma de duas maneiras: como limitada e como capaz, superando assim suas próprias barreiras psicológicas.
O conceito de "dupla visão" é criticado pela autora do texto, que o considera ultrapassado por ainda manter uma separação entre corpo deficiente e corpo ideal.
Segundo Albright, a "dupla visão" significa que o dançarino com deficiência deve ser avaliado por dois critérios distintos: um para corpos com deficiência e outro para corpos sem deficiência, garantindo assim a justiça nas avaliações artísticas.
A "dupla visão" proposta por Albright refere-se à necessidade de o espectador enxergar o dançarino com deficiência sob duas perspectivas: como paciente terapêutico e como artista profissional, sendo a primeira sempre prioritária.