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Um docente de um Instituto Federal elabora um projeto de extensão em desporto e lazer voltado a adolescentes em situação de vulnerabilidade social do entorno do campus. A proposta apresenta objetivos gerais e específicos bem definidos, cronograma semestral e previsão orçamentária detalhada para aquisição de materiais esportivos.
Todavia, o projeto foi estruturado sem consulta prévia à comunidade externa, sem articulação com equipamentos públicos do território (como escolas e CRAS) e sem previsão de estratégias de integração com ensino e pesquisa no âmbito institucional. Considerando os princípios que orientam o planejamento e a submissão de projetos de extensão nos Institutos Federais, a principal limitação da proposta consiste
na ausência de previsão de participação de estudantes do campus como agentes mediadores das atividades, elemento central para a formação integral nos Institutos Federais.
na falta de estratégias de continuidade e sustentabilidade da ação após o encerramento do período semestral, comprometendo os impactos de longo prazo junto ao público atendido.
na desarticulação entre extensão, ensino e pesquisa, bem como na insuficiente interação dialógica com a comunidade externa e os equipamentos públicos do território.
na ausência de indicadores de avaliação e monitoramento dos impactos sociais gerados junto aos adolescentes atendidos ao longo da execução do projeto.
na insuficiência de fundamentação teórica sobre vulnerabilidade social, o que fragiliza a coerência entre o referencial adotado e as estratégias de intervenção propostas.