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Um Profissional de Educação Física, responsável técnico por...

Um Profissional de Educação Física, responsável técnico por uma academia de treinamento funcional, passou a permitir que estagiários conduzissem autonomamente avaliações físicas e prescrição de exercícios sem supervisão direta, em horários nos quais o profissional sequer permanecia no estabelecimento. Paralelamente, visando ampliar o alcance comercial da academia nas redes sociais, autorizou a publicação de vídeos com recomendações de estratégias extremas de perda de peso e suplementação, apesar da ausência de respaldo técnico-científico consistente e do potencial risco aos praticantes.

Ao ser questionado por outro profissional da área, argumentou que a elevada experiência prática dos estagiários e a ampla disseminação desse tipo de conteúdo nas plataformas digitais tornavam sua conduta legítima e compatível com a dinâmica contemporânea do mercado fitness.


À luz do Código de Ética do Sistema CONFEF/CREFs (2024), assinale a alternativa correta.


A

A autonomia operacional concedida aos estagiários não caracteriza infração ética, desde que exista vínculo institucional entre a academia e instituição de ensino superior regularmente reconhecida.


B

A divulgação de conteúdos sem sólido respaldo técnico-científico somente configura infração ética quando houver comprovação objetiva de dano físico efetivo aos beneficiários.


C

A conduta do profissional pode caracterizar simultaneamente facilitação do exercício profissional por pessoa não habilitada e divulgação de conteúdos tecnicamente infundados potencialmente danosos aos beneficiários e à profissão.


D

A ausência de intenção explícita de causar prejuízo aos beneficiários descaracteriza eventual violação ética relacionada às publicações realizadas nas redes sociais.


E

A elevada difusão mercadológica de determinadas práticas no setor fitness constitui fundamento suficiente para relativizar a incidência das normas éticas estabelecidas pelo Sistema CONFEF/CREFs.