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O sistema neuromuscular é composto por diferentes tipos de unidades motoras, cujas fibras musculares apresentam características histofisiológicas distintas para atender às demandas de força, potência ou resistência. A compreensão desses mecanismos, incluindo a teoria dos filamentos deslizantes e o Princípio do Tamanho de Henneman, é essencial para a prescrição do treinamento físico.
Gráfico 01 – Recrutamento de Unidades Motoras

(Fonte: Adaptado de McArdle et al. (2019))
Com base na fisiologia neuromuscular, assinale a alternativa CORRETA.
As fibras do tipo I (oxidativas lentas) possuem alta densidade mitocondrial, elevado conteúdo de mioglobina e alta resistência à fadiga, sendo as primeiras a serem recrutadas em atividades de baixa a moderada intensidade, de acordo com o Princípio do Tamanho.
As fibras do tipo IIx (glicolíticas rápidas) são caracterizadas por uma alta capacidade oxidativa e grande quantidade de capilares, o que as torna ideais para atividades de endurance de longa duração e baixa potência.
O mecanismo de contração muscular inicia-se quando o potencial de ação atinge o retículo sarcoplasmático, liberando íons magnésio (Mg²⁺) que se ligam à tropomiosina, expondo os sítios de ligação da actina para a cabeça da miosina.
As fibras do tipo IIa representam um fenótipo puramente anaeróbio, com baixíssima atividade da enzima succinato desidrogenase (SDH) e incapacidade de adaptação metabólica frente ao treinamento de resistência aeróbia.
De acordo com o controle motor, as unidades motoras maiores, que inervam as fibras do tipo IIx, possuem limiares de excitação mais baixos, sendo recrutadas antes das fibras do tipo I para garantir a economia de movimento.