

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Durante a avaliação funcional de uma usuária de 28 anos em um programa municipal de saúde, o profissional de Educação Física observa um valgo dinâmico acentuado durante a execução do agachamento unipodal. Ao realizar a inspeção anatômica estática, nota-se um aumento do ângulo Q (ângulo de quadricipital) e uma rotação interna femoral excessiva. A usuária relata desconforto na região anterior do joelho (dor patelofemoral). Considerando a relação intrínseca entre a estrutura anatômica e a função do sistema osteomioarticular, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE a correlação morfofuncional do caso apresentado.
Figura 1. Representação do valgo dinâmico do joelho durante o agachamento unipodal, associado ao aumento do ângulo Q, rotação interna do fêmur e sobrecarga na articulação patelofemoral.

(Fonte: Adaptado de NEUMANN, 2018).
O ângulo Q é definido pela intersecção da linha que vai da tuberosidade da tíbia ao centro da patela com a linha que vai do centro da patela à espinha ilíaca anteroinferior, sendo que valores menores que 10∘ são os principais causadores do valgo dinâmico.
O joelho é uma articulação do tipo gínglimo (dobradiça) pura, o que impede qualquer movimento de rotação no plano transverso, independentemente do posicionamento da pelve ou da estrutura do colo do fêmur.
A dor relatada é causada exclusivamente pela insuficiência passiva dos ligamentos cruzados (LCA e LCP), que são os principais responsáveis por manter o alinhamento da patela dentro da tróclea femoral durante movimentos de cadeia cinética fechada.
O aumento do ângulo Q gera um vetor de força resultante lateral sobre a patela, aumentando o estresse compressivo na faceta lateral da articulação patelofemoral. Essa condição é frequentemente exacerbada pela fraqueza dos rotadores externos e abdutores do quadril (como o glúteo médio), que falham em controlar a adução e rotação interna do fêmur.
A estabilidade patelar lateral é garantida primariamente pela arquitetura óssea do côndilo medial do fêmur, que é naturalmente mais proeminente e alto que o côndilo lateral, atuando como uma barreira mecânica intransponível.