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A icterícia se constitui em um dos problemas mais frequentes no período neonatal e corresponde à expressão clínica da hiperbilirrubinemia. O termo kernicterus é reservado à forma crônica da doença, com sequelas clínicas permanentes resultantes da toxicidade da bilirrubina. A hiperbilirrubinemia significante, presente na primeira semana de vida, é um problema comum em RN a termo e pré-termo tardio, além de ser uma causa frequente de reinternações em leitos de hospitais pediátricos, elevando os custos no âmbito da saúde pública. Quanto a avaliação clínica da doença, é incorreto afirmar:
Apenas a estimativa clínica não é suficiente para avaliar os RN com BI > 12 mg/dl. Nesses neonatos, recomenda-se a dosagem rotineira da bilirrubina sérica ou transcutânea;
A hiperbilirrubinemia indireta, decorrente de um processo patológico, apresenta progressão próximo-distal;
A visualização da icterícia depende, além da experiência do profissional, da pigmentação da pele do RN e da luminosidade, sendo subestimada em peles mais pigmentadas e em ambientes muito claros, e prejudicada em locais com pouca luz;
A determinação adequada da bilirrubina sérica depende de instrumentos laboratoriais constantemente calibrados com soro humano enriquecido com bilirrubina não conjugada próxima a 25mg/dl;
A avaliação da bilirrubina transcutânea é realizada, de preferência, no esterno.