A ruptura prematura de membranas (RPM) é uma complicação da...
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A ruptura prematura de membranas (RPM) é uma complicação da...

A ruptura prematura de membranas (RPM) é uma complicação da gestação associada ao parto pré-termo. Tanto a RPM quanto a prematuridade estão associados a um maior risco de transmissão vertical (TV) do vírus da Imunodeficiência adquirida (HIV). Associada a um período de latência (sem trabalho de parto) longo, que pode durar até algumas semanas. Na ausência de corioamnionite e sofrimento fetal, recomenda-se medida semiconservadora, com observação e utilização de medicamentos que melhorem o prognóstico materno e perinatal. (BRASIL, 2019). Quanto ao manejo do trabalho de parto de uma gestante portadora do HIV é correto afirmar que:


A

Caso as condições do colo do útero sejam favoráveis e a gestante estiver em uso de terapia anti retroviral (TARV), com carga viral (CV-HIV) indetectável e apresentação cefálica, a via de parto deve ser a cesariana.


B

Como regra geral, se o TPP ocorrer antes de 34 semanas, a conduta resolutiva parece ser a mais adequada, em razão dos maiores riscos do HIV do que da prematuridade para o RN, sendo a indução do parto uma possibilidade.


C

No caso de TPP em que se decida pela conduta expectante, recomenda-se escolher a via de parto com base na CV-HIV materna e em indicações obstétricas, com infusão de AZT intravenoso, evitando-se trabalho de parto prolongado em virtude do maior risco de TV do HIV.


D

A presença de infecção pelo HIV não interfere no manejo do trabalho de parto prematuro (TPP). É preciso avaliar: (i) os possíveis fatores desencadeantes do TPP, como anemia, infecção urinária e outras doenças maternas, principalmente as infecções cérvico-vaginais, e (ii) o bem-estar fetal.