

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
A endometriose é uma doença ginecológica definida pelo desenvolvimento e crescimento de estroma e glândulas endometriais fora da cavidade uterina, o que resulta numa reação inflamatória crônica. As localizações mais comumente envolvidas são os ovários, fundo de saco posterior e anterior, folheto posterior do ligamento largo, ligamentos uterossacros, útero, tubas uterinas, cólon sigmoide, apêndice e ligamentos redondos. Sobre as teorias que têm sido desenvolvidas a fim de se explicar o surgimento e desenvolvimento da endometriose, verifica-se que está incorreta a alternativa:
Na teoria da menstruação retrógrada, as células endometriais viáveis seriam disseminadas na cavidade peritoneal e desenvolveriam tecido endometrial viável e ativo;
Na teoria da metaplasia celômica, células totipotenciais sofreriam transformação, desenvolvendo tecido endometriótico. Essa teoria seria capaz de explicar a endometriose em órgãos distantes, como o pulmão, porém, apresenta dificuldades em explicar como as células sofreriam transformação capaz de gerar tecido viável;
A teoria dos restos embrionários propõe que remanescentes dos ductos de Müller, por ação de mediadores da reação inflamatória ou uma intermediação permissiva do sistema imune, transformam-se em focos de tecido endometriótico;
A teoria da metástase linfovascular define que células endometriais viáveis são enviadas a sítios distantes e desenvolvem focos de endometriose;
Na teoria das células-tronco acredita-se que durante o período embrionário ocorre a migração de células-tronco ativas capazes de se associar a células de endométrio tópico, demonstrando um possível papel dessas células na origem de focos de tecido endometrial ectópico.